Irã executa duas pessoas por participar dos protestos

O Irã executou nesta quinta-feira duas pessoas condenadas por participação nos protestos de junho passado após a polêmica reeleição do presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad.

EFE |

Segundo a agência de notícias local "Isna", Mohamad Reza Ali Zamani e Arash Rahmanipour foram enforcados no início da manhã em uma prisão da capital, Teerã.

Eles tinham sido detidos durante os protestos pela reeleição de Ahmadinejad, considerada uma "fraude maciça" pela oposição, causando a pior crise política do Irã desde a fundação da República Islâmica, em 1979.

Os dois executados nesta quinta foram julgados e acusados como "Mohareb" (inimigo de Deus), um delito da jurisprudência islâmica que o Irã castiga com a pena de morte.

Aparentemente, ambos eram acusados de pertencer aos grupos de oposição "Mujahedin Khalq" e "Associação Monárquica", que o governo considera terrorista.

Estas são as duas primeiras execuções confirmadas por relação com os protestos incentivados pela oposição reformista, que não deixaram de ser organizados nos últimos sete meses, apesar de advertências e da repressão do regime.

Os rumores que correm pela internet e pelas ruas do país dão a entender que as mobilizações vão se repetir no próximo 11 de fevereiro, data que comemora o 31º aniversário do triunfo da Revolução que derrubou a monarquia do último Xá da Pérsia, Mohamad Reza Pahlevi.

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