Irã executa 13 membros de grupo radical islâmico

Teerã, 14 jul (EFE).- Treze membros do grupo radical islâmico Jundallah, acusados de narcotráfico, foram executados hoje em uma prisão iraniana, informou a rádio estatal.

EFE |

Os treze integrantes do grupo liderado por Abdel Malik Rigui foram enforcados hoje no pátio de prisão de Zahedan, na conflituosa província de Sistão-Baluchistão, no sudeste do país.

O Jundallah é um grupo islâmico sunita que Teerã qualifica como terrorista e ao qual vincula ideologicamente ao movimento fundamentalista afegão Talibã e à rede terrorista internacional Al Qaeda.

Na semana passada, o chefe do Poder Judiciário em Sistão-Baluchistão, Ibrahim Hamidi, anunciou as execuções dos réus, aos quais acusou então de "atuar contra a vontade de Deus", um dos delitos mais graves, segundo a interpretação que o código legal iraniano faz da sharia (lei islâmica).

O grupo de Rigui assumiu, em maio, a autoria de um atentando com bomba contra uma mesquita de Zahedan, cidade fronteiriça com o Afeganistão e o Paquistão, no qual morreram pelo menos 25 pessoas.

Quase 48 horas depois, o Irã executou três supostos membros de Jundallah, aos quais acusou de ter cometido o citado ataque, o mais violento ocorrido no país nos últimos 15 anos. EFE msh/an

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