As autoridades iranianas anunciaram nesta terça-feira a execução de 13 membros de um grupo sunita acusados de terrorismo, assassinatos e sequestro de estrangeiros, informou a imprensa estatal do Irã. De acordo com a agência estatal Irna, os acusados fariam parte do grupo Jundallah (Soldados de Deus, em tradução livre), que seria responsável por uma série de ataques no sudeste do país.

O grupo também é acusado de um ataque a bomba que deixou 25 mortos em uma mesquita xiita no final do mês de maio.

Segundo a rádio Voz da República Islâmica do Irã, os suspeitos foram enforcados na manhã desta terça-feira em uma prisão na cidade de Zahedan, capital da província do Sistão-Baluquistão.

A execução de um outro suspeito - que seria irmão do líder do grupo - foi adiada, mas deve acontecer ainda nesta semana.

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional havia feito um apelo para que as execuções fossem canceladas, afirmando que os suspeitos não receberam um julgamento justo.

Citando o promotor de Zahedan, Mohammad Marzieh, a rádio estatal iraniana afirmou que os acusados foram condenados por matar "civis, policiais e por realizar atentados a bomba na região".

Sunitas e xiitas

A maior parte da população no Sistão-Baluquistão é formada por muçulmanos sunitas da etnia baluqui, e rebeldes baluquis atuam na região da capital Zahedan.

O governo do Irã, país de maioria xiita, acusa o grupo Jundollah de fazer parte da rede extremista sunita Al-Qaeda.

De acordo com o correspondente da BBC Jon Leyne, nas últimas semanas, o governo iraniano aumentou ainda mais o número de execuções no país, em uma aparente tentativa de reforçar sua autoridade após as polêmicas eleições presidenciais.

Grupos de defesa dos direitos humanos acusam o Irã de fazer uso abusivo da pena de morte. O governo de Teerã, por sua vez, alega que a pena capital é usada somente depois de um prolongado processo judicial.

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