Irã: EUA não têm autoridade para julgar conduta de Teerã

Os Estados Unidos não têm competência para julgar o Irã como patrocinador do terrorismo, porque apóiam o regime sionista (de Israel) e torturaram na prisão de Guantánamo, afirmou nesta quinta-feira o chanceler iraniano, Manuchehr Mottaki, que visita Havana.

AFP |

"Por seu apoio ao regime sionista, ao racismo e à ocupação", e "por tudo o que fizeram na prisão de Guantánamo, os Estados Unidos não têm competência" para acusar outros países, declarou Mottaki à imprensa, ao comentar a lista negra do terrorismo divulgada hoje pelo departamento de Estado.

"O duplo padrão dos Estados Unidos ao longo destes anos" nesta matéria "já é conhecido por todo o mundo, isto não é novidade", disse o chanceler, que participa em Cuba de uma reunião ministerial do Movimento dos Países Não Alinhados (NOAL).

O relatório do departamento americano de Estado afirma que "o Irã continua sendo o mais ativo dos países que apóiam movimentos terroristas".

O documento cita, principalmente, o apoio concedido pela força Al-Qods, unidade de elite dos Guardiões da Revolução iranianos, ao movimento radical palestino Hamas, ao Hezbollah libanês, aos extremistas do Iraque e aos talibãs, no Afeganistão.

"Os líderes dos Estados Unidos falam em mudanças (...) e o resultado natural e lógico em tudo isto é que mudem a política que têm mantido durante os últimos anos", mas "existem pessoas que querem dar prosseguimento a esta política", destacou Mottaki.

O chefe da diplomacia iraniana agradeceu a NOAL "seu firme apoio" ao direito de Teerã a desenvolver seu programa nuclear com fins pacíficos, manifestado em cúpulas e reuniões ministeriais, como a que é realizada em Havana.

rd/LR

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