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Irã estuda proposta de Solana, mas sem esquecer suas linhas vermelhas

Teerã, 15 jun (EFE).- O Irã anunciou hoje que está estudando o conjunto de incentivos apresentados no sábado pelo alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, e que está disposto à negociação, mas sem esquecer suas linhas vermelhas, informou a agência Irna.

EFE |

Essas "linhas vermelhas" são o enriquecimento de urânio, que Teerã se nega a suspender, como exige a comunidade internacional, ao considerar que "é um direito legítimo do povo iraniano", segundo o chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã, Alaeddin Boroujerdi.

O responsável iraniano também disse que a República Islâmica "não tem pressa para informar sua opinião a respeito da proposta" do "grupo dos seis" - os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha.

As autoridades de Teerã, que receberam ontem Solana e representantes dos cinco membros do Conselho de Segurança (EUA, França, Reino Unido, China e Rússia), deixaram claro que o Irã não abandonará o enriquecimento de urânio.

Além disso, disseram que responderão à oferta do grupo depois que estes respondam à proposta apresentada em maio pelo Irã para resolver a disputa nuclear, e que inclui idéias sobre o "reconhecimento dos direitos dos povos" e a "igualdade nos direitos", entre outros pontos.

Buroujerdi, citado hoje pela "Irna", disse que, de qualquer forma, os iranianos não fecham as portas, e estão "dispostos a chegar a um acordo sobre os pontos comuns nas duas propostas".

"Estudaremos a oferta, mas tendo em consideração nossos direitos e nossas linhas vermelhas", disse.

Além disso, acusou o presidente dos Estados Unidos, George W.

Bush, de tentar dar a impressão de que o Irã rejeita o conjunto de incentivos, e insistiu em que "tudo está preparado agora para as negociações".

O presidente do Parlamento e ex-negociador iraniano em matéria nuclear, Ali Larijani, também disse hoje que Teerã "quer solucionar a questão nuclear através das negociações", e que "o que o Irã pede é legítimo, de acordo com a lei internacional".

O Irã, que tem instalados milhares de centrífugas para o enriquecimento de urânio na central de Natanz, garante que seu programa é pacífico, enquanto os EUA e outros países ocidentais suspeitam que seu objetivo é militar. EFE fa/an

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