Teerã, 15 jun (EFE).- O Irã aguarda o ditame do Conselho de Guardiães, que deve validar os controvertidos resultados eleitorais, denunciados pela oposição como fraudulentos e que suscitaram a violência nas ruas.

A decisão não se espera mais do que como trâmite formal, pois quase ninguém prevê que o citado Conselho escute as queixas do candidato da oposição, Mir Hussein Moussavi, que no domingo denunciou formalmente a fraude e pediu aos Guardiães que anulassem o pleito.

Em carta enviada a este órgão integrado por seis clérigos e seis civis, a metade deles escolhidos de forma direta pelo líder da Revolução, aiatolá Ali Khaamenei, o opositor reformista acusava o Ministério do Interior e seu rival, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, de influir nos resultados.

Enquanto chega o esperado veredicto, Moussavi pediu a seus seguidores para se manifestar de forma pacífica nas ruas do país, tomadas por soldados da Polícia e das milícias de voluntários islâmicos "Basij".

Ontem à noite, os protestos voltaram a se converter em confrontos com cenas de batalha campal.

Contêineres e pneus incendiados, mobiliário urbano destroçado, patrulhas de milicianos "Basij" em motos, armados com paus e inclusive com pistolas e postos de controle colocados em pontos estratégicos da cidade foram as principais cenas. EFE jm/ma

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