Irã ensaia aproximação com Administração de Obama

Teerã, 15 jan (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, expressou aprovação hoje pelo clima de otimismo cauteloso despertado pela futura Administração dos Estados Unidos, com sua proposta de abrir um novo capítulo nas relações com o Irã.

EFE |

O líder iraniano respondeu com cuidado à declaração de intenções feita esta semana tanto pelo presidente eleito, Barack Obama, quanto pela futura secretária de Estado, Hillary Clinton, mas advertiu de que a mudança sugerida deve ser profunda e precisa se concentrar nos aspectos fundamentais.

"Se o passado persistir, não acho que vamos ter esperança. Mas se houver uma mudança fundamental, haverá mudanças automáticas", disse Ahmadinejad em uma longa entrevista coletiva concedida no palácio presidencial.

O líder estimou em duas as mudanças esperadas, uma de atitude e outra vinculada à polêmica história entre os dois países.

"Os Estados Unidos devem colocar fim à sua ingerência no mundo.

Não é aceitável. Não têm autoridade para intervir na África, na Ásia. As nações são livres para escolher seu destino", ressaltou Ahmadinejad, que acredita que a época do colonialismo "está defasada".

"Em segundo lugar, os Estados Unidos estão há mais de 50 anos exercendo pressão sobre o Irã. Desde o golpe de Estado de 1953.

Desde então, foram contra a nação iraniana. Nossa nação sofreu com todas as Administrações americanas porque quis ser livre", afirmou.

"Tivemos um desenvolvimento rápido, mais rápido que outros países, e isso garante nosso futuro. Se forem mudanças reais, se forem sinceras, será preciso ter uma resposta similar", afirmou o líder.

Esta semana, Hillary confirmou que a Administração de Obama recorrerá ao "poder inteligente" para recuperar a liderança internacional e usará a diplomacia para resolver os problemas que tiver no mundo, incluindo o Irã.

"O programa nuclear não é um problema. Somos membros da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e cumprimos nossas obrigações. Agora, se alguém quer criar um problema com isto, pode fazê-lo", afirmou hoje Ahmadinejad. EFE jm/db

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