Irã é um problema para o Iraque, diz indicado para embaixada dos EUA em Bagdá

Washington, 25 mar (EFE).- Christopher Hill, indicado pelo Governo dos Estados Unidos para ser o próximo embaixador do país em Bagdá, afirmou hoje que o Irã continua sendo o verdadeiro problema do Iraque na região, embora tenha se mostrado disposto a dialogar com Teerã se for necessário.

EFE |

O ex-secretário de Estado adjunto para o Leste da Ásia e o Pacífico disse numa audiência no Senado que trabalhará para apoiar o Iraque nas eleições parlamentares de dezembro e para melhorar as relações de Bagdá com seus seis países vizinhos, com a região e a comunidade internacional em geral.

Hill destacou que o Iraque registrou um "enorme" progresso, mas ressaltou que ainda há "grandes desafios", entre os quais estão a realização de eleições bem-sucedidas, a necessidade de uma lei sobre os hidrocarbonetos, a segurança interna e a melhora das relações de Bagdá com seus países vizinhos.

Neste ponto, o diplomata disse aos os legisladores da Comissão de Assuntos Exteriores do Senado que "o verdadeiro problema do Iraque na região continua sendo seu antigo vizinho Irã".

Hill destacou que os EUA "obviamente" querem que, a longo prazo, o Iraque tenha uma boa relação com o Irã, mas ambos os países acham que Teerã deve "respeitar a soberania iraquiana e seus assuntos internos".

Perguntado se planeja dar continuidade às conversas que seu antecessor Ryan Crocker manteve com Teerã sobre o Iraque, o diplomata se mostrou aberto à possibilidade de manter contatos com o Irã.

"Nossa política para o Irã está sendo revisada e desconheço qual será o resultado, mas se incluir a manutenção e a continuidade dos contatos de Ryan Crocker (com Teerã), então ficarei encantado em fazê-lo", respondeu Hill.

Em outro momento, Hill explicou que a relação dos EUA com o Iraque tem que se basear no respeito e em interesses mútuos, e também abranger um amplo leque de assuntos, não apenas a questão da segurança e da cooperação política.

"Esta é uma missão que será repleta de desafios, alguns próprios do Iraque e outros que vi em outras partes do mundo. É uma missão que continua sendo crítica para nossos interesses nacionais, na região e além dela, e temos que ser bem-sucedidos", afirmou o diplomata. EFE cae/sc

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