Irã é teste para uso de energia nuclear pacífica, diz premiê britânico

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, defendeu nesta terça-feira o desenvolvimento monitorado do programa nuclear do Irã, dizendo que o país representa um teste para uma nova abordagem diplomática do direito à energia atômica.

BBC Brasil |

"O Irã é um teste para a nova filosofia de direito a um programa nuclear civil, com sanções para os que quebrarem as regras", disse ele, que afirmou ainda que "o Irã tem o mesmo direito a um programa nuclear pacífico que qualquer outro país".

"A Grã-Bretanha e a comunidade internacional estão prontas a ajudar o Irã a conseguir isso", acrescentou.

Correspondentes dizem que as declarações de Brown estão em sintonia com a nova postura dos Estados Unidos que, com o presidente Barack Obama, passaram a favorecer o diálogo para resolver polêmicas internacionais, incluindo a do programa nuclear iraniano.

Mas Brown disse que "o programa nuclear iraniano atualmente é inaceitável".

"O Irã escondeu suas atividades, se negou a cooperar com a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), desprezou as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e sua recusa em seguir as regras nos leva a pensar em seu programa nuclear como uma ameaça crítica", disse ele.

O premiê britânico disse que o Irã "tem uma escolha clara, ou continua desta forma e enfrenta novas e mais duras sanções ou adota um programa de energia nuclear civil vistoriado pela ONU, que trará grandes benefícios a seus cidadãos".

Para ele, os iranianos devem aceitar "essa oferta extremamente generosa e inédita" de ajuda com seu programa nuclear.

O Irã insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas vários países ocidentais, especialmente os Estados Unidos, acusam o governo iraniano de usá-lo como fachada para a construção de armas.

Brown defendeu o aumento global do uso de energia atômica para que o mundo possa reduzir os níveis de emissões dos gases causadores do efeito estufa.

"De qualquer ângulo que olhemos, não conseguiremos garantir o fornecimento de energia sustentável que o planeta precisa sem o uso de energia atômica", disse ele.

O premiê britânico disse que seu país, um dos poucos a possuir armas nucleares, estaria disposto a se desarmar, quando acontecerem negociações internacionais no ano que vem.

"Se for possível reduzir o número que temos de ogivas nucleares, a Grã-Bretanha o fará."


Leia mais sobre energia atômica

    Leia tudo sobre: energia atômica

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG