Irã e Iraque se dispõem a demarcar fronteiras após incursão iraniana

Bagdá, 30 dez (EFE).- O Iraque e o Irã mostraram sua disposição de demarcar a disputada fronteira comum, após o incidente de 17 de dezembro, quando um grupo de soldados iranianos entrou em território iraquiano e içou uma bandeira sobre um poço petrolífero.

EFE |

O ministro de Assuntos Exteriores iraquiano, Hoshiyar Zebari, disse que um comitê iraquiano-iraniano se reunirá no próximo mês com o objetivo de fixar "os marcos fronteiriços" entre os dois países.

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, afirmou, durante a retirada dos soldados iranianos no último dia 20, que a polêmica sobre o poço de petróleo foi um "mal entendido" que devia ser resolvido com a revisão das linhas fronteiriças entre Irã e Iraque.

Os países parecem estar de acordo na necessidade de considerar o acordo assinado neste sentido entre Iraque e Irã na Argélia em 1975.

"A revisão das linhas fronteiriças a partir do tratado de 1975 (da Argélia) é uma necessidade, levando em conta a guerra de oito anos e os efeitos da natureza", disse então Mehmanparast.

Além disso, o deputado curdo-iraquiano Mahmoud Osman, comentou que a nova delimitação fronteiriça poderia incluir alguma mudança no acordo assinado na Argélia pelos dois Estados.

"O Iraque mantém várias reservas sobre o acordo (da Argélia), mas ainda não solicitou oficialmente que seja emendado", ressaltou Osman, em declarações reproduzidas hoje pelo jornal oficial "Al-Sabah".

Os dois estados compartilham mais de 1,2 mil quilômetros de fronteira, cujo subsolo, em alguns pontos, guarda grandes reservas petrolíferas, especialmente na província de Maysan, onde fica o campo petrolífero de Faka, sobre cujo poço número quatro a bandeira iraniana ficou durante vários dias. EFE am-nq/an

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