Irã e Iraque acertam aprofundar cooperação militar

TEERÃ, Irã (Reuters) - O Irã e o Iraque acertaram na segunda-feira, durante uma visita do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, a Teerã, intensificar seus laços militares, afirmou a agência iraniana de notícias Irna, fornecendo poucos detalhes a respeito do acordo. O ministro da Defesa do Irã, Mostafa Mohammad Najjar, assinou um memorando de intenção a respeito da cooperação militar com sua contraparte iraquiana, Abdul Qader Jassim, disse a Irna.

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Operações de retirada de minas terrestres e de busca por soldados desaparecidos em ação integravam o acordo, afirmou a agência.

Os dois países, majoritariamente xiitas, travaram uma guerra de oito anos durante a década de 80 na qual 1 milhão de pessoas foram mortas. Os laços entre ambos, no entanto, melhoraram desde que o ditador Saddam Hussein, um árabe sunita, viu-se sacado do poder durante a invasão norte-americana do Iraque, em 2003.

'Os dois lados envolvidos, ressaltando a importância da cooperação militar quando de trata de ampliar de forma equilibrada os laços recíprocos, decidiram-se pela adoção desse tipo de cooperação com o objetivo de fortalecer a paz e a estabilidade na região', afirmou a Irna.

Pouco antes, na segunda-feira, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, havia dito a Maliki que a presença de forças norte-americanas no Iraque representava o maior obstáculo à unificação definitiva dos iraquianos.

Khamenei criticou as 'forças de ocupação' em um momento no qual o Iraque negocia com os Estados Unidos um novo acordo capaz de dar uma base jurídica para a permanência dos soldados norte-americanos em território iraquiano depois de 31 de dezembro, quando expira o mandato concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O Irã responsabiliza a presença de militares norte-americanos no Iraque pela onda de violência que se seguiu à invasão ocorrida cinco anos atrás. Os EUA acusam os iranianos de armar, treinar e custear milícias xiitas atuantes no território iraquiano. O Irã nega tais acusações.

(Reportagem de Hashem Kalantari)

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