Irã e Arábia Saudita fazem contatos para conter crise no Líbano

Teerã, 8 mai (EFE).- A Arábia Saudita e o Irã mantiveram hoje contatos, através de seus embaixadores em Beirute, em uma tentativa de conter o agravamento da crise no Líbano, palco de enfrentamentos entre simpatizantes da maioria parlamentar e da oposição, liderada pelo grupo xiita Hisbolá.

EFE |

Segundo a agência "Irna", o embaixador iraniano, Hassan Shaibani, pediu, em uma conversa telefônica com seu homólogo saudita, a "intensificação dos esforços conjuntos para reduzir a atual tensão no Líbano".

Shaibani disse que transmitiu ao embaixador saudita, Abdel Aziz Khoja, a exigência do Hisbolá para que o primeiro-ministro libanês, o sunita Fouad Siniora, suspenda uma decisão do Executivo de desmontar a rede de comunicações do Hisbolá.

O diplomata iraniano previu, no entanto, que "a situação se complicará ainda mais no Líbano, enquanto o grupo que está no Governo insistir em não reconsiderar sua posição".

O Irã, país cuja população é em sua maioria xiita, constitui junto à Síria o principal apoio do Hisbolá. Ambos os países consideram que essa milícia é um "movimento da resistência" contra Israel.

Teerã e Damasco são acusados pelo Ocidente e por vários países árabes, como o Egito e a Arábia Saudita, de não ajudarem a fazer com que seus aliados libaneses flexibilizem sua postura para solucionar a crise política e pôr fim ao vazio presidencial vivido no Líbano.

O regime xiita de Teerã ainda não comentou os choques em Beirute e em outras cidades libanesas.

A Arábia Saudita, com especial influência entre os muçulmanos sunitas, pediu hoje aos diferentes grupos libaneses que usem a razão, e acusou as "forças extremistas estrangeiras" de impedir uma solução para a crise. EFE fa/gs

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