Irã e Al Qaeda estão entre as maiores ameaças aos EUA, diz Bush

WASHINGTON (Reuters) - O presidente norte-americano George W. Bush mandou na quinta-feira um aviso severo para o Irã, exigindo que pare de interferir no Iraque. Ele também classificou o Irã e a al Qaeda como duas das maiores ameaças à América. Em discurso na Casa Branca, Bush, que acusa o Irã de dar suporte a grupos militantes no sul do Iraque e fornecer explosivos para extremistas no país, disse que Teerã tem a chance de escolher que tipo de relação terá com o Iraque.

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'Ele pode viver em paz com o seu vizinho, aproveitando os fortes laços econômicos, religiosos e culturais, ou pode continuar a armar, treinar e financiar grupos militantes ilegais que estão aterrorizando o povo iraquiano e voltando-os contra o Irã', disse Bush.

'Se o Irã fizer a escolha certa, a América vai encorajar uma relação pacífica entre o Irã e o Iraque. Se o Irã fizer a escolha errada, a América vai agir para proteger nossos interesses, nossas tropas e nossos parceiros iraquianos'.

Os líderes iranianos têm fortes ligações com os líderes xiitas de Bagdá, que assumiram o poder em 2003, depois da derrubada do presidente sunita Saddam Hussein pela invasão liderada pelos Estados Unidos.

Os dois países se enfrentaram numa onerosa guerra nos anos 1980, quando Saddam estava no poder.

Bush disse que o Iraque é 'o ponto de convergência de duas das maiores ameaças à América neste novo século: a Al Qaeda e o Irã'.

'Se falharmos aqui, a al Qaeda pode reivindicar vitória com propagandas de proporções colossais e ainda ganharia terreno seguro no Iraque para atacar os Estados Unidos, nossos amigos e nossos aliados', disse o presidente.

'O Irã trabalharia para preencher o vácuo do Iraque. E o nosso fracasso encorajaria os líderes radicais e estimularia suas ambições de dominar a região'.

Em audiências sobre o Iraque no Congresso, alguns democratas se mostraram desanimados com a relação de proximidade entre os líderes de Bagdá e Teerã.

Eles notaram que o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad teve uma recepção calorosa quando visitou Bagdá, enquanto as visitas de Bush e de outros líderes norte-americanos não foram divulgadas e ainda tiveram de ser disfarçadas com um rigoroso esquema de segurança.

As relações entre Washington e Teerã têm sido hostis desde a revolução islâmica de 1979, quando diplomatas norte-americanos foram feitos reféns. Os Estados Unidos lideram esforços internacionais para conter o programa nuclear do Irã, que dizem ter o objetivo de produzir armamentos. Teerã alega que o programa tem fins pacíficos.

(Reportagem de David Storey)

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