Teerã, 31 dez (EFE).- O Ministério da Inteligência iraniano anunciou hoje que encontrou provas do envolvimento de estrangeiros e de grupos contrarrevolucionários nos sangrentos distúrbios do dia sagrado da Ashura.

Em comunicado divulgado pela agência de notícias "Mehr", o ministério afirma que encontrou indícios da participação de "contrarrevolucionários, arruaceiros, estrangeiros e provocadores".

Pelo menos oito pessoas, segundo números oficiais, morreram nos sangrentos distúrbios ocorridos em Teerã no domingo, dia no qual os xiitas celebravam a Ashura, uma de suas festas religiosas mais sagradas.

Durante os confrontos, 500 pessoas foram detidas, das quais 300 ainda permanecem presas, informou esta semana a Polícia Nacional iraniana.

O Ministério da Inteligência iraniano afirmou também que os detalhes a respeito serão revelados "nos próximos dias", e advertiu àqueles que pretendem fazer explodir uma "revolução de veludo" que nunca vão conseguir.

Também pediu aos que protestam que se afastem daqueles que são manipulados pelos estrangeiros, pois, caso contrário, serão tratados de acordo com a lei.

Centenas de milhares de pessoas saíram na quarta-feira às ruas de todo o país para expressar seu apoio ao regime e pedir um castigo exemplar para os líderes da oposição.

Alguns aiatolás foram além e exigiram que se desculpem ou serão tratados como "mohareb" (inimigos de Deus), crime que a jurisprudência islâmica iraniana pune com a pena de morte.

O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, acusou hoje os responsáveis dos distúrbios da Ashura de ter "violado" os direitos da população e ressaltou que não deve parecer estranho que se exija ações legais contra eles. EFE jm/an

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