Irã diz que sanções da ONU fortalecem programa nuclear do país

Viena, 29 set (EFE) - O embaixador iraniano perante a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Ali Asghar Soltanieh, insistiu hoje em criticar as sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU contra Teerã como punição à sua recusa em deter o programa nuclear do país.

EFE |

Ele assegurou que essas medidas "fortalecem" a determinação do Irã de seguir com seus planos atômicos.

O representante da república islâmica advertiu de que o novo rodízio de sanções aprovado na ONU no sábado "complicará mais a situação" e criará um "ambiente negativo" para as aguardadas negociações sobre o programa atômico iraniano.

Em discurso perante o plenário da AIEA inaugurado hoje em Viena, Soltanieh qualificou de "ilegal e injustificada" a atuação do Conselho de Segurança no caso nuclear iraniano, um assunto que, afirmou, é competência exclusiva da Agência.

O diplomata iraniano lamentou que vários países ocidentais, entre eles os Estados Unidos, tenham "instrumentalizado politicamente" o organismo.

Soltanieh lembrou que o Irã foi objeto, nos últimos anos, de "medidas injustificadas e sem precedentes", como a suspensão de suas atividades de enriquecimento de urânio e inspeções além dos acordos de salvaguardas assinados com a AIEA.

Por isso, o embaixador confirmou que Teerã seguirá com suas atividades nucleares, e que está envolvido "com um plano energético bem definido a longo prazo".

Um programa que, disse, pretende cobrir as crescentes necessidades energéticas da nação e cujo objetivo é produzir 20 mil megawatts de eletricidade nos próximos 20 anos.

Nesse sentido, anunciou os planos para construir uma usina de água leve com capacidade de 360 megawatts e convidou empresas estrangeiras a participar do projeto. EFE as/db

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