Teerã, 27 jan (EFE).- Um membro do alto escalão do Ministério de Inteligência iraniano assegurou hoje que os violentos protestos do dia da Ashura foram organizados por meio do Facebook com uma conta que usaria o nome do líder opositor Mir Hussein Moussavi.

Em declarações reproduzidas pela agência de notícias "Ilna", um vice-ministro de Inteligência, cujo nome não foi revelado, acusou grupos comunistas, pró-monárquicos, seguidores da fé baha'i e o movimento de oposição no exílio Mujahedin Khalq de instigar os protestos.

"Os eventos do dia da Ashura foram organizados de forma prévia pelos mesmos conspiradores que organizaram os protestos durante o funeral do aiatolá Hossein Ali Montazeri em Qom", disse.

A fonte afirmou que uma dos principais meios de convocação foi uma conta no Facebook atribuída a Moussavi. Por isso, pediu ao ex-primeiro-ministro e líder do movimento oposicionista para negar sua suposta relação com a mesma.

"Se esta página não está ligada a Moussavi, então deve se desvincular", afirmou.

Segundo o alto funcionário iraniano, alguns dos detidos em Teerã procediam de outras cidades e entre os detidos estão "mais de 20 membros do Mujahedin Khalq, comunistas, partidários da Associação Monárquica, assim como seguidores da fé baha'i".

"No dia da Ashura foram detidos entre 13 e 14 seguidores da fé baha'i" e uma mulher de 44 anos, supostamente membro do grupo opositor no exílio Associação Monárquica, disse a fonte.

Segundo o vice-ministro de Inteligência, foram encontradas na casa da mulher câmeras de vídeo de alta definição com as quais filmava as manifestações e um equipamento para fazer as imagens chegarem ao exterior.

Ainda de acordo com a fonte, "um grupo de quatro ou cinco pessoas que trabalhavam no site opositor Jaras" foi detido.

Por último, pediu participação popular na manifestação de apoio ao Governo iraniano convocada para o próximo dia 11, data do 31º aniversário da Revolução Islâmica. EFE msh/bba

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