Presidente do Irã diz que diálogo com os EUA é possível http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/07/15/israel_nao_deve_atacar_o_ira_acreditam_analistas_israelenses_1443387.htmlIsrael não deve atacar o Irã, acreditam especialistas" / condescendentes - Mundo - iG" / Presidente do Irã diz que diálogo com os EUA é possível http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/07/15/israel_nao_deve_atacar_o_ira_acreditam_analistas_israelenses_1443387.htmlIsrael não deve atacar o Irã, acreditam especialistas" /

Irã diz que não realizará mais negociações condescendentes

Por Mark Heinrich VIENA, Áustria (Reuters) - O Irã comunicou a grandes potências mundiais que não mais participará de negociações condescendentes cujo objetivo seria acabar com seu programa nuclear, mas disse que deseja negociar um amplo acordo de paz e de segurança, revelou uma carta do governo iraniano que veio a público na terça-feira. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/07/15/presidente_iraniano_considera_possivel_dialogar_com_eua_nos_proximos_meses_1443479.htmlPresidente do Irã diz que diálogo com os EUA é possível http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/07/15/israel_nao_deve_atacar_o_ira_acreditam_analistas_israelenses_1443387.htmlIsrael não deve atacar o Irã, acreditam especialistas

Reuters |

A carta do dia 4 de julho, publicada no site de um semanário francês e confirmada como autêntica por diplomatas, oferecia a resposta do Irã a um novo pacote de incentivos elaborado por seis potências mundiais a fim de convencer o país islâmico a abrir mão de seu programa de enriquecimento de urânio.

Essas potências suspeitam que os iranianos utilizarão o programa para desenvolver armas atômicas. O Irã nega a acusação e diz que seu programa visa exclusivamente à produção de eletricidade.

A carta do governo iraniano ignorou a exigência feita pelas potências envolvidas -- EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China -- sobre a suspensão dos esforços de enriquecimento de urânio, mas deixava claro que o país queria dar início a negociações.

'Não pretendemos mudar de caminho', afirmou a versão em inglês da carta assinada pelo ministro iraniano das Relações Exteriores, Manouchehr Mottaki, ao referir-se aos esforços do país para dominar a tecnologia de produção de combustível para usinas nucleares.

O Irã afirma que seu programa permitirá aumentar a exportação de petróleo. Mas, em virtude dele, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) já impôs três pacotes de sanções contra o país.

'Chegaram ao fim os tempos de negociar desde uma posição condescendente de desigualdade', escreveu Mottaki, citando 'nossa falta de confiança (devido) ao comportamento dúbio de algumas grandes potências' ainda afeitas a uma postura mental de tipo colonialista.

'O mundo mudou. ... O povo do Irã elaborou seus planos para o avanço do país sem pedir ajuda a terceiros', afirmou a carta.

Proposta para amenizar impasse

O chanceler não se referiu aos incentivos constantes do pacote e nem à proposta para amenizar o impasse atual. Segundo essa proposta, o Irã congelaria o enriquecimento de urânio durante seis semanas em troca da paralisação dos esforços para lançar novas sanções. Nesse meio tempo, seriam realizadas as chamadas 'pré-negociações'.

Mottaki repetiu a opinião do governo iraniano sobre serem 'ilegal' as pressões feitas em cima do país já que os inspetores da ONU nunca encontraram provas de que o programa dele estaria sendo desviado para a fabricação de bombas.

A carta do chanceler, no entanto, apontou para 'várias semelhanças' entre uma proposta feita em maio pelo Irã com vistas a abrir um diálogo amplo -- proposta essa, no entanto, que também descartava a suspensão do enriquecimento de urânio -- e a oferta de incentivos das potências mundiais.

Segundo o país, negociações mais amplas poderiam ser iniciadas a partir dessa base.

Apenas uma postura mais abrangente como essa, argumentou Mottaki, poderia garantir uma paz duradoura no Oriente Médio e para além dele.

As potências mundiais autorizaram o chefe da área de política externa da União Européia (UE), Javier Solana, a retomar as negociações com o Irã no sábado, em Genebra, a fim de identificar algum ponto de flexibilidade da parte dos iranianos.

'O texto da resposta do Irã correspondeu a nossas expectativas menos ambiciosas. Ele não serve para muita coisa', afirmou um diplomata europeu.

'Essa seria uma carta voltada antes para a opinião pública interna. Eles deveriam dizer coisas diferentes para uma platéia diferente.'

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