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Irã diz que não pensa em atacar Israel e acusa Hillary de provocação

Teerã, 1 mai (EFE) - O Irã qualificou hoje de provocativas e irresponsáveis as recentes declarações da aspirante democrata à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton, nas quais ela se comprometia a, caso seja eleita, defender Israel contra um eventual ataque iraniano.

EFE |

Segundo a agência "Irna", o Governo iraniano enviou hoje uma carta de protesto ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e outra ao Conselho de Segurança da ONU, na qual indicou que "o Irã não tem a intenção de atacar qualquer país, mas se defenderá de possíveis agressões".

A "Irna" lembra que Hillary Clinton advertiu recentemente em entrevista a uma emissora de televisão americana que, caso seja eleita, os "EUA eliminarão o Irã do mapa se (o país) atacar Israel".

"A República Islâmica condena energicamente essas declarações provocativas e irresponsáveis contra o povo e a civilização iranianas", diz a mensagem iraniana a Ban Ki-moon, entregue hoje pelo assessor do chefe da missão do Irã perante a ONU, Mehdi Danesh-Yazdi, segundo a agência de notícias iraniana.

Além disso, considera que "as declarações constituem uma violação da Carta da ONU e das leis internacionais e contradizem as tentativas de manter a paz e a segurança mundiais".

Danesh-Yazdi rejeitou, por outro lado, as acusações americanas de que o Irã tenta obter armas nucleares, e reafirmou que "a República Islâmica é um dos primeiros países que se opõem a todo tipo de armas de destruição em massa".

A mensagem iraniana a Ban Ki-moon não se refere ao outro candidato democrata, Barack Obama, que também tinha prometido defender o Estado judeu caso seja eleito.

O Irã não reconhece o Estado de Israel, e as autoridades de Teerã consideram que esse país e os EUA são os principais inimigos da República Islâmica.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, é conhecido por suas duras críticas a Israel, seus questionamentos sobre o Holocausto e suas declarações sobre a necessidade de que o Estado judeu seja "riscado do mapa". EFE fa/db

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