Irã diz que libertará mais 100 presos em conflitos pós-eleição

TEERÃ (Reuters) - Dois terços das pessoas detidas durante os conflitos pós-eleitorais do último mês em Teerã foram libertadas e outras 100 serão soltas em breve, afirmou o chefe da polícia do Irã nesta quarta-feira. Mais 100 serão soltos nos próximos dois dias, disse Esmail Ahmadi-Moghaddam à rádio estatal Irib.

Reuters |

A mesma autoridade disse na semana passada que 1.032 pessoas estavam detidas na capital após a contestada eleição presidencial, mas a maioria já tinha sido solta.

Resultados oficiais da votação deram a reeleição ao presidente conservador Mahmoud Ahmadinejad por uma maioria esmagadora de votos, despertando dias de protestos nas ruas da cidade de partidários do candidato derrotado Mirhossein Mousavi, um moderado que disse que a eleição foi fraudada.

A mídia estatal disse que ao menos 20 pessoas morreram em conflitos dos manifestantes com a polícia e integrantes de uma milícia islâmica pró-governo. As autoridades e Mousavi responsabilizaram um ao outro pelo derramamento de sangue.

Ativistas de grupos de direitos humanos disseram que 2.000 pessoas que foram detidas durante as manifestações ainda podem estar presas no Irã, incluindo líderes reformistas, acadêmicos, jornalistas e estudantes.

Mas um membro reformista do parlamento disse que 2.000 das 2.500 pessoas que foram detidas já estão soltas, e que os casos restantes seriam levados ao judiciário.

O parlamentar Mohammadreza Tadesh foi citado por um site reformista nesta quarta-feira após um encontro com o promotor público Ghorbanali Dorri-Najafabadi.

Entre os presos, estavam um ex-vice-presidente e outras antigas autoridades moderadas que atuaram no governo presidencial de 1997 e 2005 de Mohammad Khatami, que apoiou a campanha de Mousavi.

O principal partido moderado do Irã, Frente de Participação Islâmica do Irã, pediu nesta quarta-feira a libertação imediata de seus integrantes detidos e outras pessoas presas por causa de suas atividades de apoio aos candidatos moderados na eleição.

Em um comunicado em seu site, o partido expressou profunda preocupação sobre o estado de saúde de alguns que estavam presos.

"O que for que aconteça com eles, aqueles que em nome da lei e da sharia (lei islâmica) prenderam eles serão responsabilizados", disse o partido, acrescentando que continuará lutando pelos direitos do povo iraniano.

(Por Fredrik Dahl)

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