Irã diz que jornalista dos EUA recorreu de sentença

Por Parisa Hafezi TEERÃ (Reuters) - A jornalista iraniano-americana Roxana Saberi apelou contra sua sentença de oito anos de prisão por espionagem contra o Irã, anunciou na terça-feira a agência oficial de notícias Irna.

Reuters |

Saberi, 31 anos, foi acusada de espionagem em favor dos Estados Unidos e recebeu a sentença no sábado, num veredicto que pode complicar os esforços de Washington de chegar à reconciliação com a república islâmica, depois de três décadas de desconfiança mútua.

"Saberi recorreu da sentença, e espero que a corte de apelações mude o veredicto", teria dito um porta-voz do Judiciário, Alireza Jamshidi, segundo a Irna.

O pai de Roxana disse não saber se a apelação foi registrada. "Sei que o advogado dela vem preparando o recurso", disse Reza Saberi à Reuters na terça-feira.

O advogado de Saberi tinha dito na segunda que recorreria da sentença na próxima semana, dizendo à Reuters que estava "muito esperançoso e otimista" quanto às chances de a jornalista ser absolvida ou pelo menos ter sua sentença reduzida.

O presidente Mahmoud Ahmadinejad pediu ao promotor geral de Teerã que seja garantida à repórter freelancer plenos direitos legais de defender-se. O chefe do Judiciário disse que o caso precisa ser tratado "de maneira cuidadosa, rápida e justa".

"A corte de apelações dará seu veredicto na hora apropriada", disse Jamshidi.

Saberi, que tem cidadania dupla americana e iraniana, foi presa em janeiro por trabalhar no Estado islâmico depois de vencida sua credencial de imprensa.

O presidente americano Barack Obama expressou na segunda-feira preocupação profunda pela segurança de Saberi e exortou Teerã a libertá-la.

Teerã diz que Washington deve respeitar a independência do Judiciário iraniano. O Irã não reconhece o status de dupla nacionalidade.

"Saberi entrou no Irã com seu passaporte iraniano e não confessou sua nacionalidade dupla no momento em que foi detida", teria declarado na terça-feira o ministro da Inteligência iraniano, Gholamhossein Mohseni-Ejei, segundo a Irna.

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