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Irã diz que EUA viverão tragédia se atacarem o país

TEERÃ (Reuters) - A Guarda Revolucionária do Irã disse, nesta quarta-feira, que os Estados Unidos podem enfrentar uma tragédia caso ataquem a república islâmica. Aconselhamos as autoridades norte-americanas a ter cuidado para não sofrer com outra tragédia, afirmou Mohammad Hejazi, importante comandante da guarda de elite, segundo a agência de notícias oficial Irna.

Reuters |

'Nossa última palavra é que, se vocês forem avançar sobre o Irã, lembrem-se de trazer bengalas e pernas mecânicas porque vocês não terão pernas para voltar para casa', disse.

Os comentários de Hejazi vêm em meio aos rumores de iminente ataque militar aos sítios nucleares iranianos, que circulam pelo mercado.

O impasse entre o Ocidente e Teerã despertou medo de um confronto militar que prejudicaria o suprimento de petróleo. Na semana passada, um relatório disse que Israel se preparava para um possível ataque contra as instalações nucleares iranianas.

Washington diz preferir as sanções diplomáticas para fazer com que o Irã suspenda suas atividades nucleares, mas não descarta uma ação militar caso a diplomacia falhe.

Uma importante autoridade iraniana negou na terça-feira os rumores do mercado.

O Ocidente acredita que o programa nuclear do país tenha o objetivo de desenvolver armas atômicas, mas o Irã insiste que quer apenas produzir energia de forma pacífica.

O jornal New York Times citou autoridades norte-americanas, que teriam dito que Israel estava fazendo treinos militares, aparentemente um ensaio para um bombardeio contra o Irã.

Analistas dizem que as instalações nucleares no Irã são tão numerosas, distantes e fortificadas que Israel não poderia atacá-las sozinho.

Eles dizem que os Estados Unidos teriam muito mais poder de fogo contra o Irã, mas este responderia com ataques às forças norte-americanas no Iraque, prejudicando o abastecimento mundial de petróleo.

Também na quarta-feira, o influente membro do Parlamento manifestou-se contra a União Européia por ter imposto novas sanções, apesar dos esforços diplomáticos para resolver a questão.

Na segunda-feira, os 27 países membros UE acertaram novas sanções contra negócios e indivíduos que o Ocidente acredita estarem ligados aos programas nuclear e balísticos iranianos. A decisão veio dez dias depois das potências terem oferecido incentivos diplomáticos ao Irã.

(Reportagem de Zahra Hosseinan e Hossein Jaseb)

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