Irã diz que EUA provocam guerras para controlar O.Médio

Teerã, 4 mar (EFE).- O presidente do Parlamento Islâmico iraniano, Ali Larijani, acusou hoje os Estados Unidos de provocar guerras no Oriente Médio para submeter a região a seu controle, referindo-se a conflitos como o de Gaza, entre dezembro de 2008 e janeiro deste ano, que, no entanto, foi iniciado pelo Hamas, aliado do Irã, com ataques a Israel.

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Em sua conferência na abertura da 4º Conferência Internacional sobre a Palestina, em Teerã, ele pediu à nova Administração americana para mudar seus ideias e sua "postura 'arrogante' em relação a palestinos e israelenses", nos qual os Estados Unidos negociam para a formação de dois estados independentes.

Segundo Larijani, ex-negociador nuclear iraniano e assessor do líder supremo da revolução, aiatolá Ali Khamenei, "os 'estados que criaram Israel' tentam controlar todos os países islâmicos enchendo a região de guerras e confrontos", sem mencionar os conflitos armados promovidos por grupos desses mesmos países.

Patrocinada pelo Parlamento iraniano, a conferência reuniu parlamentares de mais de 80 países do mundo com o objetivo de "estudar métodos eficazes de assistência ao povo palestino após os ataques israelenses e buscar meios de impedir a repetição da ofensiva".

Até agora, porém, não se sugeriu nenhuma condenação à origem do conflito, os ataques do Hamas ao território israelense, iniciados em 16 de dezembro, três dias antes do fim do cessar-fogo.

Ontem à noite, em reunião prévia, Larijani insistiu em que o primeiro passo deve ser abrir de forma imediata as fronteiras com Gaza para o envio de ajuda.

"Chegou o momento em que se devem resolver os problemas deste povo e, por isso, as fronteiras devem ser abertas o mais rápido possível", ressaltou.

Israel fechou as fronteiras de Gaza em junho de 2007, após o Hamas tomar a faixa da Autoridade Nacional Palestina (ANP), sob o poder do Fatah, que vencera a eleição para sua Presidência, com o intuito de impedir a entrada de armas, como as usadas nos ataques de dezembro, que respondeu com a ofensiva militar, matando 1.400 pessoas. EFE jm/jp

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