Irã diz que EUA negaram visto a delegação para reunião da ONU

NAÇÕES UNIDAS - O representante do governo de Teerã na Organização das Nações Unidas (ONU) acusou nesta sexta-feira os Estados Unidos de negarem vistos para que o vice-presidente do Irã e membros de uma delegação iraniana participassem da conferência da ONU sobre a crise financeira global.

Reuters |

"Estou inclusive fazendo esse discurso em nome de (Parviz) Davoudi, primeiro vice-presidente da República Islâmica do Irã, que, juntamente com membros da delegação iraniana, não pôde participar da conferência", afirmou o embaixador do Irã nas Nações Unidas, Mohammad Khazaee, à Assembléia Geral da ONU.

"Os vistos de entrada não foram liberados pelo país-sede", acrescentou ele, referindo-se aos Estados Unidos.

Não ficou claro se a recusa alegada dos vistos teve ligações com a repressão do regime iraniano contra manifestantes que protestaram por causa dos resultados das eleições presidenciais do Irã. O atual presidente, o linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, foi declarado vencedor após os resultados da votação de 12 de junho.

Uma autoridade norte-americana afirmou que estava examinando a alegação.

Washington cortou relações diplomáticas com Teerã em 1980, cinco meses depois que militantes iranianos tomaram a embaixada norte-americana em Teerã e mantiveram 52 norte-americanos em cativeiro por 444 dias.

Como país-sede das Nações Unidas, que fica em Nova York, Washington tem seguido uma política de liberar vistos para membros de delegações das Nações Unidas, sem se guiar por disputas específicas entre países.

No entanto, os Estados Unidos às vezes negam a permissão de entrada no país para autoridades e funcionários do governo iraniano.

O embaixador venezuelano Jorge Valero Briceno afirmou que o chefe da delegação do seu país, o ministro das Finanças, Ali Rodríguez, também teve problemas com o visto, pois a embaixada dos Estados Unidos em Caracas "criou obstáculos".

"Essa não é a primeira vez que um episódio desse tipo ocorre com um alto representante do governo bolivariano (da Venezuela)", declarou. Uma autoridade da missão Venezuela afirmou que o ministro Rodríguez tem a chegada prevista ainda para sexta-feira.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, inicialmente viria ao encontro, mas, depois, decidiu enviar o ministro.


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