Irã diz que desmantelou rede de 'espiões israelenses'

Supostos espiões são acusados de ataque que matou cientista nuclear em janeiro de 2009; Irã não detalhou quantos foram presos

EFE |

Agentes secretos iranianos desarticularam uma rede de "espiões israelenses" acusados de perpetrar o atentado que em janeiro de 2009 tirou a vida do cientista nuclear Ali Mohammadi, informou nesta segunda-feira o ministro de Inteligência iraniano, Heydar Moslehi.

Os supostos assassinos admitiram a culpa e têm vínculos com o Mossad, os serviços de inteligência israelenses, afirmou o ministro em declarações divulgadas pela imprensa estatal.

"Em uma série de operações, os soldados do Imame Zaman (serviços secretos iranianos) identificaram e desmantelaram uma rede de espiões e terroristas relacionados ao regime que ocupa Jerusalém", afirmou.

"As autoridades chegaram até eles após seguir a pista de organizações vinculadas ao regime sionista", acrescentou Moslehi, sem detalhar quando e onde ocorreram as prisões nem a nacionalidade dos supostos detidos.

Moslehi também responsabilizou nações europeias e Estados vizinhos ao Irã de colaborar em uma suposta conspiração contra a República Islâmica. "Foi um golpe muito duro contra as estruturas de informação e segurança do regime sionista e demonstra que o Mossad utilizou bases de dados de alguns países europeus e não europeus, além de vários vizinhos da República Islâmica, para perpetrar esse atentado", explicou.

A notícia foi divulgada no domingo à noite pela própria agência "Fars", que citou uma fonte da segurança não identificada.

Mohammadi, considerado um dos principais especialistas iranianos em energia nuclear, morreu em 12 de janeiro de 2009 quando uma motocicleta, que aparentemente levava uma bomba acionada por controle remoto, explodiu em frente à porta de sua casa, no norte da capital iraniana.

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