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Irã diz que ataque ao país seria loucura

Por Zahra Hosseinian e Fredrik Dahl TEERÃ (Reuters) - O Irã avisou os Estados Unidos e Israel no sábado ser loucura um ataque à República Islâmica devido ao seu programa nuclear, que os países ocidentais suspeitam ser destinado à produção de bombas.

Reuters |

Os comentários do ministro iraniano Gholamhossein Elham foram feitos dias após a realização de testes de mísseis pelo Irã, o que intensificou as tensões regionais e elevou os preços de petróleo para níveis recordes.

A força aérea de Israel realizou exercícios no mês passado que levaram a especulações sobre um possível ataque às instalações nucleares iranianas.

O Irã, o quarto maior exportador de petróleo do mundo, prometeu reagir intervindo nos interesses de Tel Aviv e dos Estados Unidos e no tráfego marítimo da região se for atacado, ameaçando fechar o estreito de Hormuz, onde passam 40 por cento do comércio de petróleo global.

'Nós não imaginamos que alguém possa cometer tal loucura e estupidez... e ninguém tem o poder para fazer tal agressão', disse Elham segundo a imprensa estatal.

'A República Islâmica do Irã não é uma ameaça de maneira alguma e não vai aceitar ameaças.'

O Irã afirma que seu programa nuclear é destinado somente à geração de eletricidade. Nações ocidentais e Israel temem que o país esteja desenvolvendo bombas.

Washington disse querer uma solução diplomática para a disputa, mas não descartou ação militar.

Israel, que há tempos admite possuir um arsenal nuclear, promete impedir que o Irã se torne uma potência nuclear.

O ministro das Relações Internacionais do Irã, Manouchehr Mottaki, disse não acreditar que seus inimigos queiram se envolver em uma crise no Oriente Médio com ataques contra seu país.

Os Estados Unidos e outras cinco nações já ofereceram ao Irã benefícios econômicos e outras vantagens para interromper seus atividades nucleares, o que Teerã se recusa a fazer.

O principal negociador nuclear do Irã, Saeed Jalili, deverá se encontrar com o representante da União Européia para política externa Javier Solana em Geneva no dia 19 de julho para negociações sobre o tema.

Elham disse que o Irã estava pronto para conversar em 'condições justas,' mas não aceitaria abrir do que vê como direitos nucleares.

O ministro do Petróleo iraniano disse que o país iria continuar com 'força renovada' o desenvolvimento de um grande campo de gás no Golfo, dias após a empresa francesa Total afirmar que não iria investir em uma das fases, por enquanto, devido a tensões políticas.

As Nações Unidas e países ocidentais aumentaram as sanções à República Islâmica devido aos seus planos nucleares, o que analistas dizem estar desanimando investidores estrangeiros.

'Após ouvirmos as notícias, nós começamos a trabalhar nesta fase com força renovada e vamos continuar com essa força', disse o ministro do Petróleo Gholamhossein Nozari.

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