Irã diz aceitar nova cooperação com a AIEA

Por Mark Heinrich VIENA (Reuters) - O chefe do programa nuclear iraniano, Ali Akbar Salehi, disse ter concordado com novas medidas de cooperação com inspetores da ONU durante as negociações de terça-feira com o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU).

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A AIEA ainda não se pronunciou sobre o acordo, que coincide com um momento de reaproximação diplomática entre o Irã e as potências nucleares, o que deve levar a uma retomada de negociações em 1. de outubro.

O Ocidente suspeita que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, embora Teerã insista que seu objetivo é apenas a geração de eletricidade para fins pacíficos.

Salehi não quis dizer como será a nova cooperação, mas afirmou que não abrangerá investigações sobre relatórios de inteligência que sugerem que o Irã pesquisou secretamente projetos de armas atômicas. O Irã afirma que esses relatórios foram forjados e que a questão está encerrada.

"Conseguimos chegar a um acordo para estabelecer um marco para uma cooperação melhor e mais profunda no futuro", disse Salehi a jornalistas, resumindo seu diálogo com o diretor da AIEA, Mohamed El Baradei, em meio à reunião anual com os 150 países membros da agência.

"Detalhes serão revelados no momento oportuno. Esperamos estar testemunhando no futuro uma cooperação melhorada. E achamos que o ambiente internacional é também muito propício para essa questão", disse.

No mês passado, o Irã finalmente aceitou que a AIEA vigie mais de perto sua usina de enriquecimento de urânio em Natanz, além de reabrir parcialmente o acesso a seu reator de água pesada.

Mas a AIEA ainda cobrava mais transparência do Irã para afastar a desconfiança ocidental. A agência quer, por exemplo, que Teerã aceite inspeções sem aviso prévio fora de instalações nucleares oficialmente declaradas, e esclareça relatos de que no passado o programa nuclear do país teve um componente militar.

As negociações com as potências mundiais, provavelmente a serem realizadas na Turquia, devem abranger uma ampla gama de assuntos. O país se nega a discutir suas atividades atômicas, mas Salehi disse na segunda-feira que as potências poderão levar à reunião qualquer dúvida que tiverem.

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