A TV estatal iraniana mostrou as primeiras imagens de um avião não-tripulado americano que Teerã afirmou ter derrubado no último domingo, próximo à fronteira com o Afeganistão.
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Foto divulgada pelo Irã mostra suposto avião não-tripulado americano
As imagens mostram militares e autoridades iranianas inspecionando o avião de modelo RQ-170 que não tinha sinais de ter sido danificado.
Os oficiais iranianos disseram que suas forças detectaram a presença da aeronave eletronicamente e a conduziram até o chão, o que explica o fato de o avião estar intacto.
Autoridades americanas reconheceram a perda do avião, dizendo que ele apresentava mal funcionamento.
A imprensa iraniana disse que a "unidade de guerra eletrônica" do Exérctio do país conduziu ao chão o avião não trupulado no dia 4 de dezembro, uma vez que ele estava voando sobre a cidade de Kashmar, cerca de 225 km da fronteira afegã.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse que no fim de semana que uma aeronave de reconhecimento, que não continha armas, tinha voado para uma missão para o oeste do Afeganistão, quando seus operadores perderam o controle do mesmo.
Autoridades do Pentágono afirmaram que estão preocupados sobre a possibilidade do Irã adquirir informação sobre a tecnologia.
A mídia iraniana disse na quinta-feira que a chancelaria convocou o representante suíço para expressar seu "forte protesto contra a invasão do espaço aéreo do Irã por um avião espião americano".
Washington não tem relações diplomáticas com Teerã e os assuntos americanos no país são tratados pela embaixada da Suíça na capital do Irã. Um comunicado disse que o ministro pediu por uma explicação imediata e exigiu uma compensação de Washington.
Esse fato surge em meio a uma crise entre o Irã e os Estados Unidos e aliados devido ao controverso programa nuclear do país. A questão ganhou novo fôlego quando a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) publicou um relatório afirmando que a República Islâmica trabalha para obter armas nucleares. Teerã negou repetidas vezes que seu programa atômico tenha fins militares.
Os EUA, a União Europeia e o Reino Unido anunciaram sanções econômicas ao país que culminaram em um ataque de represália à embaixada britânica em Teerã na semana passada.
Em resposta, o Reino Unido retirou seus diplomatas do país e expulsou os diplomatas iranianos do território britânico. A França, em medida preventiva, também reduziu sua equipe diplomática no país persa.
Segundo o Irã, em janeiro, dois aviões não-tripulados foram derrubados do seu espaço aéreo quando operados pelos EUA.
A República Isâmica tem frequentes ações militares, principalmente para afirmar sua capacidade de se defender de potenciais ataques dos EUA ou de Israel contra suas instalações nucleares.
Com AP e BBC
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