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Irã deve ter vontade de diálogo sério , diz Hillary

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta terça-feira ao Irã que manifeste sua vontade de diálogo sério e anunciou a participação dos EUA na próxima reunião dos Seis sobre o programa nuclear iraniano.

AFP |

"Em relação ao Irã, os iranianos têm uma oportunidade clara, como o presidente (Barack Obama) disse em sua entrevista, de manifestar sua vontade de diálogo sério com a comunidade internacional", declarou a chefe da diplomacia americana, em rápida conversa com a imprensa.

"Cabe a eles decidir se haverá flexibilização, ou não", acrescentou Hillary, referindo-se à entrevista dada ontem pelo presidente Barack Obama à rede al-Arabiya, na qual ele reafirmou sua intenção de permitir a abertura de discussões com o Irã e de estender a mão ao regime islâmico, caso esse alivie a tensão.

A secretária de Estado não divulgou o possível formato dessas discussões, mas anunciou que os Estados Unidos continuarão a participar das negociações dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, China, Rússia, França e Grã-Bretanha), além da Alemanha, sobre o programa nuclear iraniano, como fez a administração de George W. Bush.

"As negociações dos 5+1 que, eu acho, serão retomadas na próxima semana, são uma estrutura que vamos continuar seguindo", declarou. "Ainda há muitas outras coisas que consideramos, sobre as quais não pretendo discutir".

De acordo o porta-voz do Departamento de Estado, Robert Wood, uma reunião dos diretores políticos dos Ministérios das Relações Exteriores das partes envolvidas está programada para acontecer, semana que vem, na Alemanha.

"Essa será a oportunidade para que os outros membros do 5+1 entendam o que o novo governo tem a dizer sobre o Irã e a melhor maneira de proceder para tentar convencer o Irã de renunciar às suas aspirações nucleares", acrescentou Wood.

EUA e Irã não têm relações diplomáticas desde 1980. O antecessor de Obama, George W. Bush, condicionava a abertura de diálogo com esse país à suspensão, por parte da República Islâmica, de suas atividades nucleares mais sensíveis.

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