Washington, 6 out (EFE).- O Irã descartou a possibilidade de um ataque contra suas instalações nucleares por Israel ou Estados Unidos, mas se tal ataque tivesse acontecido culparia os americanos, disse o ministro de Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki.

Em uma entrevista à revista "Newsweek" e ao "Washington Post", jornal que publicou hoje trechos da mesma, o ministro explica que "no Oriente Médio ninguém faz nenhuma distinção entre Estados Unidos e Israel".

Mottaki chamou de positiva a incorporação de um diplomata americano de alto nível, o subsecretário de Estado William Burns, nas negociações em Genebra sobre o programa nuclear iraniano, junto com a União Européia.

"O Governo dos Estados Unidos deu o primeiro passo realista", afirmou, ao dizer que antes "coloca certas condições para sua presença nas conversas, (mas) a presença (de Burns) em Genebra significou que estas já não estavam em jogo".

Mottaki afirma que "os ocidentais reivindicam mais segurança e confiança", enquanto eles "sustentam que a construção da confiança é uma rua de duplo sentido".

Declarou, além disso, que o programa nuclear do Irã é "totalmente legal" e acrescentou: "continuamos com o enriquecimento, que é nosso direito".

O chefe da diplomacia iraniana culpou o Governo da Geórgia e os países que o apóiam pelo conflito armado com a Rússia, já que "calcularam mal" a reação russa à tentativa de recuperar o território separatista da Ossétia do Sul.

Mottaki denunciou a aplicação de "dois pesos e duas medidas quanto à soberania de um Estado", já que em casos como o do Kosovo "certas partes, na Europa, por exemplo, se empenham em desintegrar um Estado e apoiar os eventos que conduzem a tal desenlace". EFE wm/fal

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