Irã defende sistema global para fim de armas nucleares

WASHINGTON - O Irã propôs a criação de um sistema global para eliminar as armas nucleares e também se dispôs a cooperar com a questão afegã, com o combate ao terrorismo e com projetos de energia, mas não está disposto a discutir a suspensão do enriquecimento de urânio, publicou o jornal Washington Post, nesta quinta-feira, citando um integrante do governo iraniano.

Reuters |


"O Irã não só não quer produzir armas nucleares, como é intensamente contra as armas atômicas", disse Mojtaba Samareh Hashemi, que dirigiu a campanha do presidente Mahmoud Ahmadinejad à reeleição e tem ocupado cargos importantes nos Ministérios do Interior e das Relações Exteriores.

Ele afirmou que os países como Irã, que assinaram o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, têm permissão para enriquecer urânio - tecnologia que pode produzir combustível para bombas ou para usinas nucleares.

"É muito óbvio que atividades dentro da lei são do direito de todas as nações", afirmou Samareh Hashemi, segundo o jornal.

Ele disse que o Irã "está tentando estabelecer um novo regime para evitar as armas atômicas em todo o mundo", acrescentando que a ameaça nuclear vem de países que detêm a bomba, e não da República Islâmica.

Países ocidentais suspeitam que Teerã esteja desenvolvendo armas nucleares sob o disfarce de um projeto de energia atômica com fins pacíficos. O Irã rejeitou as exigências do Conselho de Segurança da ONU pela interrupção do enriquecimento de urânio.

Ele afirmou que o Irã está propondo um sistema que "impede a pesquisa, a produção, a multiplicação e a manutenção de armas atômicas, e que também caminha rumo à destruição das atuais armas nucleares".

"O Irã está pronto para oferecer qualquer tipo de cooperação e esforço", afirmou. "Nenhum país pode ficar fora desse marco internacional contra as armas nucleares."


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