Irã critica UE por ter retirado grupo opositor de lista terrorista

Teerã, 26 jan (EFE).- O Ministério de Assuntos Exteriores do Irã qualificou hoje de incompreensível a decisão da União Europeia (UE) de excluir a milícia opositora iraniana Mujahedin-e-Khalq da lista de organizações terroristas, e ressaltou que, com este passo, a Europa perdeu a credibilidade.

EFE |

Em comunicado oficial divulgado em Teerã, a diplomacia iraniana criticou o fato de a UE ter aceitado a proposta, "apesar de a organização não ter alterado sua ideologia".

O grupo Mujahedin-e-Khalq foi fundado na década de 1960 como uma organização de caráter marxista-islâmico de oposição ao regime ditatorial do xá Mohammad Reza Pahlavi.

Em 1980, após a vitória da revolução islâmica liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, o movimento foi obrigado a fugir do Irã por divergências com o novo regime e foi amparado pelo Governo do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein.

Assentados em uma base próxima a Bagdá, fizeram uma série de ofensivas contra a recém-instaurada república islâmica, que incluíram ataques e lançamento de mísseis.

Em 2002, o Conselho Nacional de Resistência iraniana, que reúne grupos opositores no exílio, incluindo o Mujahedin-e-Khalq, divulgou as suspeitas sobre o programa nuclear do Irã.

O Parlamento iraniano confirmou hoje que estudará, a partir de amanhã, uma proposta de lei redigida com caráter de urgência para julgar os membros do grupo que tenham cometido crimes que tenham derivado em morte. EFE jm/db

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