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Irã critica comportamento não-razoável de potências mundiais

Por Parisa Hafezi e Kerstin Gehmlich TEERÃ/BERLIM (Reuters) - O Irã acusou seis potências mundiais de adotarem um comportamento não-razoável em relação ao seu programa nuclear. Mesmo assim, a União Européia disse na terça-feira que continuará combinando a diplomacia com as ameaças de sanções a Teerã.

Reuters |

As críticas iranianas constavam em uma carta do negociador nuclear Saeed Jalili, entregue na segunda-feira ao chefe da política externa da UE, Javier Solana.

"É uma carta que de certa forma se queixa da nossa política, mas nossa política é clara. É uma abordagem por duas vias", disse Solana na terça-feira à Reuters em Berlim.

Ele deu a entender que a crítica não vai complicar os esforços de negociação com o Irã. "É só uma carta", disse.

O Ocidente suspeita que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares clandestinamente. Teerã afirma que seu programa atômico é voltado apenas para a geração de eletricidade com fins civis.

A ONU já impôs três rodadas de sanções ao país por sua recusa em abandonar o enriquecimento de urânio, tecnologia que pode gerar material para usinas civis ou para armas atômicas.

A carta de Jalili, à qual a Reuters teve acesso, dirigia-se a todos os ministros de Relações Exteriores do seis países envolvidos nas negociações com o Irã (EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia, China e Alemanha).

Em junho, os seis países apresentaram ao Irã uma versão revista e ampliada da proposta de conceder incentivos políticos e econômicos em troca da suspensão do enriquecimento. Teerã não se comprometeu com a oferta.

Em setembro, as seis potências apresentaram ao Conselho de Segurança uma proposta de resolução branda, já que a Rússia se opõe a sanções mais agressivas.

"Na avaliação da comunidade mundial, este comportamento não-razoável é uma indicação da falta de uma resposta clara às questões com princípios da República Islâmica do Irã", disse Jalili na carta.

O Irã promete resistir à "intimidação" norte-americana e reitera seu direito à tecnologia nuclear pacífica.

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