Irã critica Obama e pede esclarecimento de morte de cientista nuclear

Teerã, 26 jan (EFE).- O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, criticou hoje o presidente americano, Barack Obama, por manter a política hostil contra o Irã e advertiu que Washington deve dar explicações sobre o assassinato de um cientista nuclear há algumas semanas.

EFE |

Durante sua entrevista coletiva semanal, o funcionário iraniano negou também que o cancelamento da visita que o negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, deveria ter realizado esta semana a Moscou tenha sido por causa das reservas que a Rússia começa a mostrar sobre o programa nuclear do Irã.

"Os Estados Unidos devem explicar quais são as razões que os levaram a aceitar em seu solo um grupo terrorista", disse Mehmanparast, em referência ao movimento monárquico de oposição no exílio, acusado por Teerã do assassinato do cientista nuclear Massoud Ali Mohamadi em 12 de janeiro.

O pesquisador morreu devido à explosão de uma bomba colocada em uma motocicleta perto de sua casa, em um atentado muito preciso e incomum na capital iraniana.

Mehmanparast explicou hoje que o atentado foi a principal razão para que o Ministério de Assuntos Exteriores convocasse na segunda-feira a embaixadora da Suíça em Teerã, país encarregado de manter os interesses americanos no Irã.

"A Suíça protege os interesses americanos e sua embaixadora foi convocada em relação ao atentado contra o cientista nuclear e o fato de que o mesmo tenha sido atribuído ao grupo Tondar, que atua nos Estados Unidos. Devem responder por que o aceitam", reiterou.

Segundo a televisão estatal iraniana por satélite em inglês "Press TV", durante a reunião, o Irã pediu a entrega de alguns dos membros do citado grupo, com sede em Los Angeles.

Nesta mesma linha de argumentação, o porta-voz iraniano disse que a política de Obama "é igual a de seu antecessor, George W. Bush".

"A Administração Obama não introduziu mudança nenhuma se comparada à de Bush. Estivemos esperando para ver os resultados da prometida mudança, mas não observamos nada mais que as mesmas políticas errôneas de sempre", disse.

Mehmanparast também se referiu hoje à disputa nuclear e ao polêmico cancelamento da viagem a Moscou de Jalili.

A este respeito, disse que as "atitudes políticas não ajudarão a resolver o caso. Esperemos que os países se aproximem da questão a partir de um ponto de vista lógico". EFE msh-jm/an

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