Irã convoca diplomata argentino após crítica no caso Amia

TEERÃ (Reuters) - O Ministério de Relações Exteriores do Irã convocou nesta segunda-feira para explicações um diplomata argentino, depois que a Argentina classificou a indicação de Ahmad Vahidi para o cargo de ministro da Defesa como uma afronta às vítimas de um ataque conta um centro judaico em Buenos Aires. O encarregado argentino de negócios foi informado de que o comunicado da Argentina é uma clara interferência nos assuntos internos do Irã e é firmemente condenado, assinalou o Departamento de América do Sul do Ministério de Relações Exteriores, segundo a mídia iraniana.

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A Argentina acusa Vahidi e outras autoridades de primeiro escalão no governo do Irã de envolvimento no atentado contra uma entidade judaica em 1994 em Buenos Aires, no qual 85 pessoas morreram. O Irã tem dito repetidamente que não participou do ataque.

"Infelizmente algumas pessoas e grupos na Argentina, especialmente no seu sistema Judiciário, estão defendendo os direitos dos sionistas em vez do povo da Argentina", disse uma autoridade da chancelaria iraniana, cujo nome não foi divulgado.

O Ministério de Relações Exteriores da Argentina condenou na semana passada a nomeação de Vahidi pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, dizendo ter sido uma "afronta às vítimas" do atentado de 15 anos atrás.

A Argentina acusou formalmente o Irã de ter planejado o ataque, no qual um caminhão de explosivos destruiu o prédio de sete andares da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), e está pedindo a prisão de autoridades de alto escalão do governo iraniano.

Vahidi ocupa atualmente o cargo de vice-ministro da Defesa do Irã e foi indicado para o posto de ministro por Ahmadinejad, vencedor da controversa eleição presidencial de junho. Ahmadinejad apresentou os nomes dos 21 membros do novo gabinete na semana passada ao Parlamento, para aprovação.

(Reportagem de Reza Derakhshi)

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