Irã considera injusta a escolha da vaga para Conselho de Segurança

Teerã, 20 out (EFE).- O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Hassan Ghashghavi, qualificou hoje de injusta a atual estrutura do Conselho de Segurança da ONU e a forma como seus membros são escolhidos.

EFE |

O funcionário iraniano reagia assim à votação realizada no domingo na Assembléia Geral da ONU, que fechou novamente as portas ao Irã em suas aspirações para ocupar uma das vagas não-permanentes no Conselho de Segurança.

A vaga atribuída à Ásia - à qual o Irã era candidato - foi vencida com folga pelo Japão.

"Não há nenhuma justificativa lógica para que o Japão seja eleito durante 18 anos consecutivos, monopolizando, assim, a participação como membro no Conselho de Segurança", disse Ghashghavi, em entrevista coletiva.

Junto com o Japão, foram escolhidos membros não-permanentes do Conselho de Segurança México, Uganda, Turquia e Áustria.

Nesse órgão, há cinco representantes permanentes, com direito a veto, e outros dez não-permanentes com mandato bienal.

Na votação que aconteceu na última Assembléia Geral da ONU, a candidatura asiática do Japão conseguiu 158 votos, enquanto a do Irã só alcançou 32. O Irã não faz parte do Conselho de Segurança desde o biênio 1955-1956.

"A estrutura atual do Conselho de Segurança da ONU, especialmente a forma de (escolher a) participação dos membros, é injusta", disse Ghashghavi, citado pela agência "Irna".

O porta-voz lembrou que, desde a criação desse órgão, 74 países não conseguiram chegar a ele, enquanto o Japão foi escolhido em várias ocasiões. EFE msh/an

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