Irã confirma oficialmente que prendeu três americanos

O conselheiro para segurança nacional da Casa Branca, general Jim Jones, informou neste domingo que o Irã confirmou oficialmente que prendeu três americanos que entraram em seu território a partir do Iraque.

Redação com agências |

"O governo reconheceu oficialmente que estão com eles em custódia. Tivemos a confirmação nesta manhã", afirmou o general reformado, falando ao canal NBC.

A prisão dos três americanos - Shane Bauer, Sara Shourd e Joshua Fattal - havia sido informada sem confirmação em 31 de julho. Autoridades de segurança curdas dizem ser turistas que se perderam e entraram no território iraniano sem saber.

Segundo informações da agência de notícia Reuters, os americanos estavam caminhando perto do resort de Ahmed Awa, conhecido por suas cachoeiras, quando entraram no Irã. Não há uma fronteira clara entre o Irã e o Iraque nessa região.

Iraque

O ministro da Relações Exteriores iraquiano, Hoshiyar Zebari, declarou que os americanos ficaram sob custódia depois de cruzarem a fronteira para o território iraniano a partir da região curda no norte do Iraque no mês passado.

Zebari encontrou-se com o embaixador do Irã ao Iraque, Hassan Kazemi-Qomi, e confirmou que as informações sobre os americanos vieram de autoridades iranianas.

"Nos encontramos com o embaixador do Irã aqui e perguntamos a ele sobre isso. Essas pessoas estavam no Iraque e cruzaram a fronteira, então queríamos informações e eles não negaram", disse ele, acrescentando que Qomi confirmou que eles estavam sendo interrogados.

A confirmação iraniana das detenções de americanos acontece num momento de tensão nas relações entre o ocidente e Teerã.

Um tribunal iraniano no sábado acusou de espionagem uma mulher francesa e dois iranianos que trabalhavam para as embaixadas francesa e britânica em Teerã além de dezenas de outras pessoas e de ajudar. Eles também foram acusados de ajudar em um plano de países do ocidente para derrubar o governo islâmico do país.

O Irã acusa o ocidente, em especial os EUA e a Inglaterra, de fomentar manifestações que se seguiram a uma eleição presidencial cuja validade está sendo questionada. Esses países negam a acusação.

(Com informações da AFP e da Reuters)

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