Irã condena repórter dos EUA a oito anos de prisão, diz advogada

Por Parisa Hafezi TEERÃ (Reuters) - Uma jornalista iraniana-americana, acusada no Irã de espionar a favor dos Estados Unidos, foi sentenciada a oito anos de prisão, disse neste sábado a sua advogada, cinco dias depois do início do julgamento da sua cliente.

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A prisão de Roxana Saberi pode se tornar uma fonte de tensão entre o Irã e os Estados Unidos, em tempos nos quais Washington tenta se aproximar da República islâmica após três décadas de desconfianças mútuas.

O poder judiciário iraniano anunciou nesta semana que Saberi tinha ido a julgamento na segunda-feira em uma Corte Revolucionária, que lida com assuntos de segurança do Estado.

"Ela foi sentenciada a oito anos. Eu apelarei", afirmou à Reuters a advogada, Abdolsamad Khorramshahi.

Os Estados Unidos classificaram as acusações contra Saberi, uma repórter free-lance que trabalhou para a BBC e para a Rádio Pública Nacional, como "sem base e infundadas", e exigiram a libertação imediata da jornalista.

Saberi, de 31 anos, é uma cidadã norte-americana e iraniana, mas Teerã não reconhece duplas nacionalidades.

Membros do judiciário iraniano não estavam disponíveis neste sábado para tecer comentários.

O caso da jornalista coincide com especulação sobre um possível descongelamento dos laços entre EUA e Irã após o presidente norte-americano, Barack Obama, ter oferecido um recomeço nas relações se Teerã "abrir o seu punho."

Sob o código penal iraniano, espionagem pode levar à pena de morte. A República islâmica executou no ano passado um empresário iraniano condenado por espionar os militares por Israel.

Saberi, que nasceu nos Estados Unidos, foi presa em janeiro por continuar trabalhando mesmo depois de sua credencial de imprensa ter expirado.

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