Irã condena pela primeira vez os ataques contra a Zona Verde de Bagdá

Teerã, 7 abr (EFE).- O Governo iraniano condenou hoje pela primeira vez os ataques contra a Zona Verde de Bagdá, onde ficam a embaixada dos EUA e as instituições do Governo iraquiano, dominado pelos xiitas.

EFE |

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores iraniano, Mohamad Ali Hosseini, denunciou os bombardeios das áreas xiitas na cidade de Basra e no bairro de Cidade de Sadr (em Bagdá).

"Do ponto de vista da República Islâmica, os ataques contra a Zona Verde, onde ficam as instituições e as entidades iraquianas, assim como os centros diplomáticos, estão categoricamente condenados", disse Hosseini, segundo a televisão estatal.

O porta-voz também expressou o apoio de Teerã à campanha das forças de segurança iraquianas contra os grupos considerados pelo primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, "fora da lei", e ressaltou que a atuação do Executivo de Bagdá "é legal".

"O tratamento legal do Governo contra os grupos armados ilegais é uma ação que favorece o restabelecimento da segurança no Iraque", disse.

A declaração do porta-voz iraniano ocorre depois das informações sobre a mediação de Teerã para colocar fim aos recentes confrontos em Basra entre as forças de segurança e a milícia Exército Mehdi.

O líder dessa milícia, o clérigo radical Moqtada al-Sadr, é considerado o único dirigente xiita iraquiano que se opõe abertamente à presença das tropas americanas no Iraque.

O porta-voz pediu "moderação" e a que as diversas formações políticas iraquianas atuem com "sensatez e tolerância, a favor da paz e da segurança do povo desse país".

Também pediu que "as forças de ocupação permitam ao povo iraquiano resolver os problemas internos de seu país".

Hosseini anunciou nesta segunda-feira que seu país está estudando um novo pedido formal dos EUA para retomar as negociações que os dois países realizam desde maio passado, com a participação do Governo de Bagdá, sobre a segurança do Iraque.

A declaração de hoje é interpretada pelos comentaristas como uma tentativa de Teerã de melhorar sua imagem aos olhos dos iraquianos, muitos dos quais, especialmente os sunitas, acusam o Irã de envolvimento no conflito sectário no Iraque.

A República Islâmica está também acusada pelos EUA de ingerência em assuntos do Iraque, e de apoiar com armas a grupos insurgentes que atuam contra as tropas americanas, o que rejeitam os iranianos.

EFE msh/an

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