TEERÃ (Reuters) - O Irã proibiu na terça-feira jornalistas estrangeiros de deixar suas redações para cobrir os protestos que ocorrem nas ruas de Teerã por causa da controversa eleição presidencial do país. O Ministério da Cultura disse que os jornalistas podem continuar a trabalhar em seus escritórios, mas que estava cancelando as credenciais de imprensa para toda a mídia estrangeira.

"Nenhum jornalista tem permissão de reportar, filmar ou tirar fotografias na cidade", disse uma autoridade do ministério à Reuters.

O anúncio ocorreu após três dias de protestos nas ruas contra o resultado das eleições, durante os quais pelo menos sete pessoas teriam sido mortas.

Os manifestantes atraíram a atenção do mundo por seus protestos no quinto maior exportador de petróleo, que atualmente se encontra em meio a uma disputa nuclear com o Ocidente.

O candidato presidencial derrotado Mirhossein Mousavi cancelou um protesto planejado para terça-feira em um movimento que ele disse ter sido destinado a proteger a vida de seus partidários.

Defensores do presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad planejavam uma contra-manifestação para o mesmo local.

O Comitê de Proteção aos Jornalistas, com base em Nova York, disse que as autoridades iranianas estão tentando "abafar a cobertura da dissidência".

"Essa censura crua deve terminar imediatamente e todos os jornalistas, estrangeiros ou domésticos, devem ser autorizados a cobrir as notícias históricas que se desdobram no Irã", disse a organização em um comunicado.

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