Irã bloqueia Facebook após início de campanha eleitoral

Teerã, 23 mai (EFE).- O Ministério das Comunicações iraniano bloqueou o acesso ao site da rede social Facebook no país menos de 24 horas depois do início da campanha para as eleições presidenciais, marcadas para o próximo dia 12.

EFE |

A medida afeta negativamente as candidaturas reformistas, que confiavam na plataforma virtual para atrair votos, especialmente de jovens e mulheres.

Nas últimas semanas, os partidários do ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mousavi, candidato à Presidência iraniana, se mostraram muito ativos na divulgação de sua agenda e de suas propostas por meio do Facebook.

A página de Mousavi na rede social contabilizava cinco mil adesões até o momento de seu bloqueamento.

De forma similar, também começaram a se organizar pela internet os eleitores do ex-presidente iraniano Mohamad Khatami, que entrou hoje na campanha com um grande ato de apoio a Mousavi.

Integrantes da campanha do ex-primeiro-ministro disseram hoje à Agência Efe que estão avaliando a possibilidade de abrir outras páginas e que em nenhum momento pensam em abandonar a ação na web.

Outros candidatos que foram afetados pelo veto ao acesso ao Facebook no Irã são o reformista Mehdi Karroubi e o conservador moderado Mohsen Rezaee.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que concorre à reeleição, também tem apoio no Facebook e em outras páginas da internet, mas todas elas não têm relação com os organizadores de sua campanha.

A atual medida contra a rede social entra em um contexto de restrição e controle dos meios de comunicação iniciado nas semanas anteriores ao início da campanha eleitoral.

O Poder Judiciário iraniano interrompeu a reedição do jornal reformista "Yas-e No" um dia antes de a publicação voltar às ruas após seis anos vetada.

Além disso, Mousavi e Karroubi denunciaram um tratamento preferencial a Ahmadinejad de parte da televisão estatal, que fez uma ampla cobertura de suas visitas a diferentes províncias iranianas.

A televisão estatal, cujo diretor é escolhido diretamente pelo líder supremo e que não tem concorrência, já que os canais privados são proibidos, deve organizar seis debates entre os candidatos nos últimos dez dias de campanha. EFE jm/bba

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