Irã avisa que sanções da UE podem prejudicar esforço diplomático

Por Parisa Hafezi e Fredrik Dahl TEERÃ, Irã (Reuters) - O Irã afirmou na terça-feira que as novas sanções impostas pela União Européia (UE) devido ao programa nuclear iraniano poderiam prejudicar os esforços diplomáticos para solucionar o impasse.

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A antiga desavença existente entre potências ocidentais e o Irã gerou temores sobre uma confrontação militar capaz de prejudicar o suprimento mundial de petróleo. Esses temores, por sua vez, alimentaram-se de uma reportagem da semana passada afirmando que Israel havia ensaiado um eventual bombardeio das instalações atômicas iranianas.

No entanto, uma importante autoridade do Irã negou na terça-feira os boatos responsáveis por deixar nervosos os mercados financeiros.

'Isso não passa de um rumor. Não aconteceu nenhum ataque contra as instalações nucleares do Irã', afirmou à Reuters.

As medidas punitivas acertadas pelos 27 países membros da UE na segunda-feira visam a empresas e pessoas acusadas de terem ligação com os programas nuclear a balístico iranianos.

O pacote mais recente de sanções inclui o congelamento dos bens do maior banco estatal do Irã, Banco Melli, e a não concessão de vistos para importantes autoridades do país, entre as quais o ministro iraniano da Defesa, Mostafa Mohammad Najjar, e Gholamreza Aghazadeh, chefe da Organização Atômica do Irã.

Potências ocidentais suspeitam que o Irã, quarto maior exportador de petróleo do mundo, pretende desenvolver armas nucleares. O país nega.

Mohammad Ali Hosseini, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, criticou a medida adotada pela UE, que continua a ser um parceiro comercial importante dos iranianos mesmo depois de o volume dessas trocas ter diminuído. Segundo Hosseini, tratava-se de uma manobra 'ilegal' incapaz de brecar o ritmo do programa nuclear iraniano.

'Um tal comportamento ilegal e paradoxal não faz sentido e é extremamente condenável', disse o porta-voz, segundo a agência de notícias Farsi (semi-oficial).

Nas palavras de Hosseini, as sanções da UE fortaleceriam a determinação dos iranianos 'sobre proteger seus direitos óbvios e não ajudarão a criar a atmosfera apropriada para resolver a questão por meio dos canais diplomáticos'.

O porta-voz referia-se ao pacote de incentivos apresentado ao Irã por seis potências mundiais e às propostas feitas pelos próprios iranianos com vistas a acabar com a disputa, responsável por contribuir para levar os preços do petróleo a patamares recorde de alta.

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