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IRA Autêntico ameaça atacar Grã-Bretanha quando achar oportuno

Dublin, 12 abr (EFE).- O IRA Autêntico, facção dissidente do já inativo Exército Republicano Irlandês (IRA) e contrário ao processo de paz, lançará ataques terroristas na ilha da Grã-Bretanha quando considerar oportuno, publica hoje o jornal Sunday Tribune.

EFE |

Assim confirma um porta-voz do Conselho Armado do grupo paramilitar, em entrevista concedida ao jornal irlandês, na qual também faz uma ameaça velada contra Martin McGuinness, "número dois" do Sinn Féin - braço político do IRA - e vice-ministro principal norte-irlandês.

O representante do IRA Autêntico explica que o objetivo agora é "usar taticamente a luta armada", em vez de montar uma campanha sustentada de violência semelhante à desenvolvida pelo IRA durante os quase 40 anos de conflito na Irlanda do Norte.

"Acabaram os dias das operações militares diárias ou quase diárias. Agora buscamos alvos de perfil alto, mas, obviamente, aproveitaremos a ocasião quando se apresentarem outros objetivos", argumenta a fonte.

O representante do IRA Autêntico também deu detalhes sobre o assassinato em 7 de março de dois soldados britânicos na base militar de Massereene, ao norte de Belfast.

Além das vítimas fatais, dois militares e dois entregadores de pizza ficaram feridos pelos disparos dos pistoleiros do IRA Autêntico, que também têm na mira qualquer cidadão que "colaborar" com as forças de segurança.

Segundo este porta-voz, um "membro do movimento republicano" lerá na segunda-feira um comunicado na localidade de Derry, durante as celebrações da Revolta da Páscoa (1916), no qual ameaça de morte os jovens recrutas da Polícia norte-irlandesa (PSNI) e adverte, "pela última vez", os civis de que serão "executados" se continuarem "servindo" à Polícia.

Nesse ato, organizado pelo Movimento pela Soberania dos 32 Condados, interlocutor político do IRA Autêntico, a facção dissidente também assumirá o assassinato do ex-chefe de administração do Sinn Féin em Stormont (sede da Assembleia da Irlanda do Norte), Denis Donaldson, que confessou, em 2005, que espionou para os serviços secretos britânicos por mais de 20 anos.

Por enquanto, acrescenta a mesma fonte, não há planos de atentados contra os líderes do Sinn Féin, que são ministros no Governo norte-irlandês de poder compartilhado, mas esta "situação pode mudar rapidamente, sob certas circunstâncias". EFE ja/an

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