O IRA Autêntico, pequeno grupo nacionalista contrário ao processo de paz na Irlanda do Norte e que reivindicou o assassinato, no início de março, de dois soldados britânicos na região de Belfast, ameaçou atacar a Grã-Bretanha.

O movimento clandestino também reivindica o assassinato em 2006 de Denis Donaldson, ex-dirigente do Sinn Fein, principal partido nacionalista e antigo braço político do Exército Republicano Irlandês (IRA), acusado de trabalhar para os serviços secretos britânicos.

"Os dias de uma campanha que envolva operações militares diárias, ou quase, terminaram. Mas isto não quer dizer que nossa posição não mudará. Pode, inclusive, evoluir rapidamente em função das circunstâncias", declarou um representante do IRA Autêntico à revista Sunday Tribune.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de atacar a Grã-Bretanha, ou seja, fora da Irlanda do Norte, o porta-voz do grupo respondeu: "Quando isto for apropriado".

O representante ameaçou em particular o vice-premier católico Martin McGuinness, ex-dirigente do IRA que aceitou dividir o governo local com o primeiro-ministro protestante Peter Robinson.

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