Irã apresentará um plano para negociações nucleares

O Irã apresentará às potências do 5+1 (cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e Alemanha) um novo plano para as negociações nucleares a fim de impulsionar o progresso, a justiça e a paz, indicou a televisão iraniana PressTV.

AFP |

"O Irã vai propor um novo plano nuclear que servirá de base para as negociações com o grupo 5+1 com o objetivo de promover o progresso, a justiça e a paz", informou a PressTV.

Por outro lado, o chefe negociador iraniano, Said Khalili, afirmou nesta terça que espera uma nova rodada de negociações com o grupo 5+1 para se chegar a "um mundo de progresso e de justiça".

O grupo 5+1 é formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha) e Alemanha.

Posteriormente, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, assegurou que os Estados Unidos não têm qualquer confirmação oficial sobre esse suposto novo plano do Irã.

Em abril passado, as grandes potências, que suspeitam que o Irã prossegue com seu programa nuclear com fins militares, pediram à República Islâmica que voltasse à mesa de negociações para resolver o problema.

Teerã rejeita estas suspeitas e insiste em seu direito de desenvolver um programa nuclear pacífico com fins energéticos.

O presidente Barack Obama deu um prazo até o final de setembro para que o Irã responda à oferta das seis potências.

Teerã respondeu afirmando que faria suas próprias propostas e insistiu que as negociações devem incluir os grandes problemas internacionais.

No fim de maio, o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad declarou que não aceitaria qualquer discussão sobre o tema nuclear à margem da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Em maio de 2008, o Irã fez uma série de propostas que preveem negociações sem condições prévias sobre a questão nuclear, mas também sobre o conflito israelense-palestino e a luta contra o terrorismo e o narcotráfico.

Na segunda, em coletiva conjunta, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy elevaram o tom contra o Irã, pedindo que leve a sério as ameaças de sanções mais severas no caso de não cooperar.

O porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Hassan Ghashghavi, reagiu denunciando as ingerências dos dirigentes francês e alemão e que a ameaça de sanções "não mudarão em absoluto a vontade do Irã de tentar obter seus direitos justos e legítimos em termos nucleares".

De sua parte, o chanceler russo, Serguei Lavrov, declarou que o tema nuclear iraniano só poderá ser resolvido mediante a diplomacia e sugeriu que se envolva Teerã numa importante cooperação internacional.

Em um informe publicado na sexta - e que Teerã classificou de positivo -, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou que o Irã reduziu sua produção de urânio levemente enriquecido e permitiu aos inspetores da ONU que ter acesso ao reator de Arak, algo que era reclmado há tempos.

Um integrante da agência não quis comentar as razões que levaram o Irã a dar esse passos e se isso representava uma mudança na política de Teerã em relação à AIEA.

"É a primeira vez que notamos uma redução", declarou o funcionário.

Os inspetores da agência internacional asseguraram que o Irã continua instalando centrífugas na usina de Natanz, mas que o número de máquinas ativas diminuiu.

No total, 4.592 centrífugas estão em atividade contra as 4.920 que constavam no último informe da AIEA publicado em junho passado.

Por outra parte, os inspetores da agência receberam em 17 de agosto autorização apra examinar o reator de pesquisas de Arak.

Considerado algo crucial do programa nuclear iranian, o reator de 40 megavatts, quase finalizado, está destinado a produzir plutôpnio para a pesquisa méidca, segundo a versão oficial de Teerã.

spm/cn

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