TEERÃ - O Irã entregará nesta quarta-feira em Teerã um pacote de propostas a representantes das grandes potências mundiais, informou o Ministério das Relações Exteriores.

Em comunicado, o ministério convocou cinegrafistas e fotógrafos para um evento às 10h15 (horário de Brasília), quando as propostas serão formalmente entregues pelo ministro das Relações Exteriores, Manouchehr Mottaki.

O país afirmou que o pacote se refere aos "desafios" globais, incluindo cooperação nuclear, mas também deixou claro que o governo de Teerã não está disposto a negociar suas contestadas atividades atômicas, que o ocidente teme visarem a fabricação de bombas.

Na terça-feira, Mottaki afirmou que a proposta de Teerã seria entregue nesta quarta a seis países -- Estados Unidos, Rússia, China, França, Alemanha e Grã-Bretanha.

A emissora estatal de TV em árabe Al-Alam afirmou que o embaixador suíço representaria os Estados Unidos, que não possuem relações diplomáticas com a República Islâmica.

Enquanto isso em Bruxelas, segundo a emissora, o embaixador do Irã apresentaria a proposta ao chefe de política externa da União Europeia, Javier Solana.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou na segunda-feira que estava pronto para o diálogo sobre os "desafios" enfrentados pelo mundo, mas deixou claro que não recuaria em relação ao programa nuclear. O Irã afirma que o programa tem como objetivo a geração de energia para fins pacíficos.

Ahmadinejad desdenhou do prazo até o fim de setembro dado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para o Irã dialogar com as potências mundiais sobre seu programa nuclear, afirmando que em sua opinião a questão está "encerrada" e Teerã não irá negociar seus "direitos".

O Irã está pronto para negociar e cooperar com "um uso pacífico e limpo da energia nuclear" disponível para todos os países e em evitar a proliferação de armar nucleares, disse Ahmadinejad na segunda-feira.

Obama deu um prazo até o fim de setembro a Teerã para negociar com as seis potências sobre benefícios comerciais caso interrompa seu programa nuclear, caso contrário enfrentará mais sanções.

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