Irã apresenta mísseis e satélites como aviso a seus inimigos

Ao exibir novos equipamentos como parte do aniversário da Revolução Iraniana, país alerta que tem 'domínio completo' do Golfo

Reuters |

O Irã exibiu na segunda-feira novos mísseis e nova tecnologia de satélites, dizendo a seus inimigos que tem "domínio completo" sobre a entrada do Golfo Pérsico, rico em petróleo.

AP
Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad (à esq.), visita exposição sobre as conquistas aeroespaciais do Irã, onde foram revelados quatro novos satélites do país
Como parte das comemorações anuais da Revolução do Irã, um momento tradicionalmente acompanhado por novos avanços tecnológicos e militares, o presidente Mahmoud Ahmadinejad apresentou satélites de fabricação nacional, enquanto um comandante sênior exibiu mísseis produzidos em massa.

"Devemos chegar a um ponto no qual poderemos transferir nosso conhecimento e nossa tecnologia no campo aeroespacial a outros países," disse Ahmadinejad em discurso, exibindo os satélites, que afirmou terem finalidades científicas, e um filme sobre um foguete portador de satélite.

Embora o Irã não esteja envolvido em nenhum conflito militar, o país vive em alerta constante contra possíveis ataques dos Estados Unidos e Israel, que não excluem a possibilidade de lançar ataques preventivos para impedir Teerã de ter acesso a armas nucleares.

O Irã afirma que não tem a intenção de fabricar bombas nucleares e seu programa atômico - que é alvo de sanções dos EUA, Europa e ONU - é inteiramente pacífico.

Em 2009, o Irã pôs em órbita pela primeira vez um satélite de fabricação doméstica. A medida intensificou o receio do Ocidente de que a República Islâmica esteja procurando fabricar uma bomba nuclear e sistemas de envio de mísseis.

O comandante-chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Ali Jafari, disse que o novo míssil produzido em massa poderá alvejar inimigos no mar. "Sua velocidade é três vezes superior à velocidade do som. Ele não pode ser rastreado ou desativado por inimigos," disse Jafari, segundo a agência de notícias oficial Irna.

Outro comandante da Guarda Revolucionária, Ali Fadavi, reiterou a ameaça iraniana de fechar o Estreito de Hormuz, o canal estreito pelo qual passa 40% do comércio petrolífero marítimo do mundo.

"O Golfo Pérsico e o Estreito de Hormuz estão sob o controle total da Guarda Revolucionária... e serão bloqueados em caso de uma ameaça," disse ele, segundo a agência de notícias semi-oficial Mehr. Analistas estrangeiros dizem que o Irã relutaria em tomar essa medida drástica, já que ela cortaria suas próprias exportações de petróleo.

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