Irã apoia mudanças na América Latina e critica bases estrangeiras

La Paz, 12 ago (EFE).- O chanceler do Irã, Manouchehr Mottaki, apoia as mudanças contrárias ao imperialismo na América Latina e criticou a presença de bases militares estrangeiras em qualquer parte do mundo, em referência à negociação entre Estados Unidos e Colômbia.

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Mottaki fez estas afirmações em entrevista coletiva na cidade de La Paz, após uma reunião com seu colega da Bolívia, David Choquehuanca.

Mottaki chegou a La Paz diretamente de Quito, onde assistiu à cerimônia de posse do presidente do Equador, Rafael Correa, para seu segundo mandato. Em território boliviano, ele analisa planos de ajuda econômica e industrial com o Governo de Evo Morales.

O ministro iraniano das Relações Exteriores destacou como "um avanço" os movimentos contra a "hegemonia imperialista" na América Latina, ao contrário do que ocorria há alguns anos.

"A República Islâmica do Irã apoiará esta nova visão latino-americana, para seu futuro e sua independência", disse o chanceler ao ressaltar que são movimentos que buscam "igualdade e justiça" contra as "imposições imperialistas".

Mottaki falou assim ao ser consultado sobre a viagem feita mês passado pelo chanceler de Israel, Avigdor Liberman, por alguns países da América do Sul, durante a qual alertou sobre a influência iraniana nesta região.

O chanceler do Irã chamou o Governo israelense de "regime sionista", cuja política "de ocupação, desigualdade e terror" gera, segundo sua opinião, "injustiça" no Oriente Médio.

O chanceler iraniano também se mostrou contra a presença de bases estrangeiras em qualquer parte do mundo. Os colombianos negociam para que militares americanos usem estruturas neste país.

"O Irã é contra as bases militares estrangeiras em qualquer parte do mundo. Nós no Golfo Pérsico buscamos uma segurança que seja somente por participação de países vizinhos, e não de estrangeiros", apontou.

O presidente Morales foi um dos principais críticos das negociações militares entre Estados Unidos e Colômbia. Em janeiro ele passado rompeu relações com Israel, acusando o Governo de "genocídio e crimes de lesa-humanidade" pela ofensiva militar em Gaza.

O chanceler boliviano, David Choquehuanca, destacou os avanços na relação entre os dois países, mas responsabilizou a oposição no Congresso por não ter dado andamento aos acordos assinados em setembro de 2007, quando o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, visitou o país. EFE.

ja/dp

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