Irã anuncia realização de testes com mísseis contra alvos navais

Segundo porta-voz, testes fazem parte de segunda fase das manobras militares iniciadas em 27 de junho

iG São Paulo |

AP
Foto divulgada por agência semioficial do Irã mostra membros da Guarda Revolucionária assistindo ao lançamento de míssil Zelzal em Qom, Irã (28/06)
O Irã testou com sucesso na terça-feira três mísseis de alta tecnologia e capazes de eludir os radares contra alvos navais móveis, anunciou nesta quarta-feira o porta-voz do Corpo de Guardiões da Revolução, coronel Asqar Qelichkhani.

Nesta quarta-feira, foram testados vários mísseis terra-mar perto do Estreito de Ormuz durante manobras da Guarda Revolucionária, incluindo o míssil supersônico Khalil Fars de 300 quilômetros de alcance, informou o canal iraniano em língua árabe Al-Alam. Segundo Teerã, o projétil de combustível sólido, equipado com uma ogiva de 650 quilos de explosivos, foi completamente projetado e construído pela Guarda Revolucionária.

O porta-voz da organização, um corpo especial das Forças Armadas iranianas, lembrou que, na primeira fase das manobras denominadas "Payambar-e Azam 6", iniciadas em 27 de junho, foram testados mísseis de fabricação e tecnologia nacional contra alvos terrestres.

"Na segunda e última fase, três mísseis de alta tecnologia das classes Khalij-e-Fars e Tondar, capazes de evadir o radar, inteligentes e aprimorados, foram disparados contra alvos navais móveis concretos (na terça-feira)", disse.

Os testes dos mísseis terrestres e marítimos foram realizados pela Força Aeroespacial da Guarda  Revolucionária. O comandante da organização, general Ali Jafari, comentou durante as manobras que o Irã não hesitará em fechar o Estreito de Ormuz, por onde passam os petroleiros com uma boa parte do petróleo consumido no mundo, se sofrer um ataque de seus inimigos.

O Irã foi submetido a um embargo internacional de armas no início da década de 1980, mas conseguiu desenvolver um programa bélico próprio que inclui mísseis de médio alcance, supostamente capazes de alcançar alvos em Israel, país que considera seu maior inimigo.

Além disso, as grandes potências acusam Teerã de ocultar, sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e ambições bélicas, cujo objetivo seria desenvolver armas atômicas, o que é negado pelo Irã.

*Com EFE e AFP

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