Irã anuncia que os 9 condenados por protestos serão executados

Teerã, 2 fev (EFE).- O Irã confirmou hoje que executará as nove pessoas condenadas à morte por suposta participação nos protestos surgidos após a reeleição do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, em junho passado e que causam distúrbios no país desde então.

EFE |

O primeiro adjunto à chefia do Poder Judiciário, Seyyed Ebrahim Raïssi, disse hoje, em declarações divulgadas pela agência local "Fars", que "todos eles foram acusados de atentar contra a revolução e de participar dos protestos".

"Dois foram executados e os outros nove o serão em breve por participação nos protestos", acrescentou durante uma reunião na segunda-feira em uma mesquita da cidade santa de Qom.

O Irã enforcou na quinta-feira passada Mohamad Reza Ali Zamani, de 37 anos, e Arash Rahmanipour, de 20, acusados de conspirar para derrubar o regime.

Embora ambos tenham sido detidos meses antes do início dos protestos, foram julgados junto aos detidos nos atuais distúrbios.

O chefe do Poder Judiciário, aiatolá Sadeq Larijani, confirmou no domingo que os dois opositores enforcados na quinta-feira passada foram detidos antes das polêmicas eleições presidenciais e eram acusados de terrorismo.

Em declarações divulgadas neste domingo pela imprensa local, o clérigo ressaltou, além disso, que aqueles que forem acusados de "mohareb" (inimigos de Deus, um delito punido no Irã com a morte) serão tratados como merecem.

Nesse sentido, Larijani insistiu que a Justiça iraniana será implacável e "não mostrará clemência alguma com aqueles grupos de "mohareb" que prejudicam a segurança nacional e causam distúrbios na República Islâmica".

"Alguns pensaram que o Poder Judiciário servisse a outra coisa que não a justiça. Essas esperanças políticas são ilegais e contrárias à ética", disse.

O Irã está imerso em uma grave crise política e social desde a reeleição de Ahmadinejad, cujo triunfo eleitoral a oposição reformista considera produto de uma "fraude maciça".

Na repressão dos protestos morreram pelo menos 30 de pessoas, segundo números oficiais, e 72, de acordo com o cálculo da oposição, que também denunciou torturas nas prisões. EFE jm/sa

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