Teerã, 3 jul (EFE).- O Irã julgará alguns dos nove empregados locais da embaixada britânica em Teerã detidos na semana passada, após serem acusados de instigar e participar dos distúrbios posteriores à polêmica reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

Assim o anunciou durante o sermão da sexta-feira o aiatolá Ahmad Jannti, que já na semana passada pediu ao Poder Judiciário um castigo exemplar - que inclui a pena de morte - para os culpados dos distúrbios.

"Nestes eventos, sua embaixada desempenhou um papel através destes indivíduos detidos, que naturalmente serão julgados após terem confessado", disse Jannti, um dos membros mais conservadores do clero iraniano.

O aiatolá é o líder invisível do Conselho de Guardiães, órgão que esta semana ratificou os controvertidos resultados eleitorais, apesar das múltiplas denúncias da oposição sobre uma possível fraude maciça e premeditada em favor de Ahmadinejad. EFE jm/ma

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